O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve analisar alguns aspectos antes de decidir se aceita ou não o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o “Conselho de paz” para a Faixa de Gaza. A informação foi confirmada ao g1 por integrantes do governo brasileiro.
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Serão levados em conta alguns pontos, entre quais:
- Quais os objetivos do conselho;
- Quais países aceitarão fazer parte do grupo;
- O que esses países pensam acerca da guerra;
- Se haverá custos financeiros a partir das decisões tomadas.
A criação do conselho foi anunciada na semana passada e, até agora, Lula não respondeu se aceitará ou não o convite.
A Casa Branca informou que o conselho vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.
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Segundo diplomatas, há muitas dúvidas a serem respondidas antes de o governo brasileiro tomar qualquer decisão sobre o convite. Em vista disso, “nada está claro”, afirmou um deles a par das conversas.
Ainda conforme esse diplomata, é necessário o Brasil consultar, inclusive, países que tenham algum tipo de relevância sobre o tema, para que as decisões eventualmente tomadas possam ser levadas adiante.
— Trocar ideias com outros países relevantes na questão, é assim que se constrói uma posição em questão de tamanha relevância — comentou ao g1.
Em discursos públicos, no Brasil e em fóruns internacionais, Lula já acusou o governo de Benjamin Netanyahu de praticar atos de “genocídio” contra o povo palestino e que está em curso não somente uma tentativa de “extermínio do povo palestino”, mas, sim, uma tentativa de “aniquilamento de seu sonho de nação”.
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Ainda, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, classificou como “carnificina” as ações militares israelenses em Gaza. Disse também que é legítimo que Israel queira defender sua população, mas afirmou que as ações contra os civis em Gaza “já ultrapassaram há muito tempo qualquer limite de proporcionalidade”.
“Maior e mais prestigiado conselho”
A criação do “Conselho de Paz” é considerado elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para encerrar a guerra no território palestino, que completou dois anos no ano passado.
— Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar —ressaltou o presidente americano ao fazer o anúncio nas redes sociais.
Segundo a Casa Branca, o conselho vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.
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Tentativa na ONU
O Brasil, diferentemente dos Estados Unidos e de Israel, reconhece o Estado da Palestina. Em outubro de 2023, quando a guerra na região se intensificou — após ataques do grupo terrorista Hamas ao território israelense —, o Brasil tentou aprovar no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma resolução que levasse a um cessar-fogo e à entrada permanente de ajuda humanitária para os palestinos.
A tentativa, no entanto, fracassou. Na época, o governo dos EUA vetou a movimentação e alegou que o texto não deixava claro o direito de Israel de se defender. À época, o país era chefiado por Joe Biden.
Desde então, Lula tem criticado tanto as ações do Hamas como a forma de Netanyahu de lidar com os palestinos, o que provocou um distanciamento diplomático entre Brasil e Israel.
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