O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá que desembolsar a quantia de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo caso queira ter um cargo vitalício no Conselho de Paz da Faixa de Gaza. O presidente Donald Trump convidou o brasileiro neste sábado (17) para integrar o grupo, que reunirá líderes e ex-líderes mundiais, além de integrantes do governo dos EUA, e faz parte da segunda fase do acordo de paz para o território palestino.

Continua depois da publicidade

A quantia é citada dentro do projeto de estatuto do conselho ao qual a Agência Reuters teve acesso. Conforme o texto, os integrantes vão exercer o mandato por três anos, no entanto, caso queiram estender a função por mais de três anos, terão que desembolsar a quantia milionária.

“Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito a renovação pelo presidente. O mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o Conselho de Paz no primeiro ano”, diz o documento.

No sábado (17), outra agência de notícias também havia divulgado informações sobre a taxa. Porém, em comunicado, a Casa Branca negou a informação e disse que não existe taxa mínima de adesão para integrar o conselho.

“Isso simplesmente oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz, a segurança e a prosperidade”, disse em publicação na rede social X, o antigo Twitter.

Continua depois da publicidade

Ao fazer o anúncio nas redes sociais, Trump disse que a criação do conselho é uma elemento-chave da segunda fase do plano, que é respaldado por Washington, para dar fim a guerra em território palestino. A medida prevê, ainda, um governo de transição.

“Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, disse o presidente dos EUA em uma rede social.

Como foi o convite para Lula

O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado no sábado (17) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do chamado “conselho da paz” para Gaza. No entanto, o político brasileiro ainda não aceitou o convite.

Fontes afirmam que o presidente só deve avaliar se aceita ou não o convite na próxima semana. Ele também só deve se manifestar sobre o assunto após tomar uma decisão.

Continua depois da publicidade

Além de Lula, o presidente da Argentina, Javier Milei também foi convidado para integrar o grupo. Neste sábado, ele compartilhou uma imagem da carta-convite nas redes sociais e escreveu que será “uma honra” acompanhar a iniciativa presidida pelo próprio Trump e integrada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Os outros integrantes convidados são: o empresário bilionário americano Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional. O presidente americano vai presidir o órgão.

O que é o “conselho de paz” de Gaza?

A iniciativa foi anunciada na sexta-feira (16) por Donald Trump e faz parte da segunda fase do plano respaldado por Washington para encerrar a guerra no território palestino.

Segundo a Casa Branca, o conselho de paz vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

Continua depois da publicidade

Ainda na sexta, Trump também designou o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) em Gaza, que terá a missão de manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder ao Hamas.

Trump anuncia tarifa contra países que negociam com o Irã

*Com informações de g1 e Reuters