O secretário-executivo Dario Durigan foi o escolhido para assumir o Ministério da Fazenda após a saída de Fernando Haddad. Número dois na linha de comando, ele deve ficar no posto até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A confirmação ocorreu nesta quinta-feira (19) pelo presidente Lula na abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo. Durante a leitura da nominata, ele pediu para que Durigan se levantasse para que as pessoas o conhecerem.

— Queria cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario, levanta aí, levanta para as pessoas conhecerem o Dario. [Ele] será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda a partir do anúncio do Haddad. Olha bem para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas — afirmou.

Haddad também falou no evento, já em tom de balanço de gestão. Na declaração, destacou os desafios enfentados na economia, e agradeceu o apoio do Congresso na aprovação de pautas.

— Hoje, para mim é um dia especial, é um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda. E, hoje, eu queria agradecer as pessoas que estão aqui e vou explicar o porquê. Ontem [quarta], eu tive a alegria de visitar Câmara e Senado para agradecer o empenho que foi feito pelo Congresso Nacional em aprovar as medidas econômicas necessárias para trazer o Brasil até aqui — destacou.

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Quem é Dário Durigan

Durigan está no Executivo desde 2023 e auxiliou nas chamadas “medidas de recomposição de receitas”, articulando a regulamentação da reforma tributária, a renegociação das dívidas dos estados e o aumento de tributos anunciados pelo governo.

Já trabalhou na Advocacia-Geral da União, entre 2017 e 2019, e no setor privado, entre 2020 e 2023, como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp. Também fez parte da equipe de Haddad em 2015 e 2016, na prefeitura de São Paulo.

Formado pela Universidade de São Paulo (USP), o perfil do novo ministro é mais discreto, porém com boa articulação no governo e entre os setores da economia real. Entre os desafios, está coordenar as ações da área econômica do governo durante a campanha presidente de Lula, e pautas como o fim da jornada 6 por 1.

*Com informações do g1