O bilionário Elon Musk anunciou, no início de fevereiro, a fusão de duas de suas maiores empresas. Agora, a xAI, companhia de Inteligência Artificial, agora faz parte da SpaceX, que atua na exploração espacial. O objetivo da movimentação é no mínimo, ambicioso: montar data centers no espaço.
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Os data centers são centros de armazenamento e processamento de dados, essenciais para o funcionamento de tecnologias e servidores. Mas as estruturas consomem, que exigem um alto consumo de energia, está chegando perto do limite da capacidade atual da Terra de sustentar essas demandas, que cresceram exponencialmente com a onda de Inteligência Artificial.
E é com o objetivo de driblar essa barreira que o bilionário Elon Musk planeja montar um data center no espaço. Para isso, uniu a SpaceX, empresa fabricante de foguetes, com a xAI, plataforma de Inteligência Artificial que também faz parte do grupo de empresas liderado por ele.
– A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão – declarou Musk no comunicado.
Cronograma
O bilionário mostra otimismo quanto a celeridade do projeto, mas o comunicado não estipulou prazos ou um cronograma para o início da montagem dos data centers. De acordo com Elon Musk, “dentro de dois ou três anos” a forma mais barata para gerar computação de IA será no espaço.
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– Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes – destacou o bilionário.
Solução energética
Os data centers exigem um alto consumo de energia e, desde 2024, o Vale do Silício, nos Estados Unidos, considerado o pilar da tecnologia global, vem sofrendo com abastecimento justamente pela alta demanda dessas estruturadas, que se tornou ainda maior com a Inteligência Artificial.
Montando data centers no espaço, parte considerável desse problema seria resolvido, acredita Elon Musk. As estruturas vão ser alimentadas por grandes painéis solares, que vão captar energia diretamente do Sol de forma ininterrupta. Ou seja, não haveria mais problemas de abastecimento.
Além disso, a transmissão de dados também seria mais eficiente do que o modelo atual, já que vai usar links de laser ópticos para fazer a conexão com satélites e, posteriormente, enviar aos servidores na Terra em velocidades extremamente rápidas.
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O desafio
Mesmo que solucione o problema do abastecimento de energia e aprimore a transmissão de dados, o projeto de Elon Musk precisa superar uma série de desafios. Além dos investimentos elevados – ainda não se tem uma projeção de gastos, mas deve ser na casa de dezenas de bilhões de dólares – há um outro fator de risco: a radiação.
O ambiente no espaço possui a chamada radiação cósmica, altamente corrosiva e nociva para muitos componentes. Ela pode fritar chips comuns e a necessidade de componentes “space-hardened”, que são caros e, historicamente, mais lentos. O grande desafio, além de manter a estrutura em boas condições, é fazer com que a transmissão de dados não seja afetada.
O plano de Elon Musk
Montar uma cadeia de data centers no espaço é um plano ambicioso de Elon Musk, e faz parte daquele que é, talvez, o grande projeto de vida do bilionário americano: colonizar Marte. Enviar humanos para viver no Planeta Vermelho é declaradamente uma missão para Musk. Para isso, é necessário que a IA já esteja por lá.
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A SpaceX já trabalha para viabilizar o envio de robôs para Marte. Com sistemas de Inteligência Artificial, esses robôs serviriam como “guias” para as primeiras bases de apoio aos primeiros humanos a pisarem no planeta.
O plano é enviar sondas não tripuladas da SpaceX para Marte ainda em 2026 e, até o final de 2030, já enviar missões com seres humanos para a superfície do Planeta Vermelho.






