Entre crianças, adolescentes, mulheres e homens, cerca de 211 pessoas estão desaparecidas em Florianópolis, conforme o Painel de Desaparecidos da Polícia Civil de Santa Catarina, atualizado de acordo com o registro de boletim de ocorrência. No banco de dados, há pessoas desaparecidas desde 1986.

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Na data em que foi vista pela última vez na capital catarinense, Maria Terezinha Rodrigues, o desaparecimento mais antigo que consta no painel, tinha 29 anos. Hoje, ela tem 69 anos, mas não há informações atualizadas sobre o paradeiro dela.

Há também registros de desaparecidos em 1988, 1989, 1993, 1995, 1996 e 1997, até a chegada dos anos 2000. Um dos desaparecidos, Manoel Reis, desapareceu quando tinha 66 anos e, hoje, teria 104 anos. Não foram divulgadas novas informações sobre o caso.

Diego Póvoas, por exemplo, tinha apenas 11 anos quando desapareceu e, hoje, teria 48 anos. Já Elicéia Silveira tinha 9 anos, e completou 40 anos no dia 18 de março. Como era uma criança na época do desaparecimento, foi utilizada inteligência artificial para que uma foto atualizada da mulher fosse inserida no sistema, com o objetivo de facilitar a identificação.

A retirada do nome e da foto da pessoa desaparecida do sistema é feita conforme a comunicação dos solicitantes à Polícia Civil. Por isso, o número de desaparecidos pode variar, visto que algumas pessoas podem já ter sido encontradas.

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Quem está desaparecido há mais tempo em Florianópolis?

Quem são os desaparecidos em Florianópolis

A maior parte dos desaparecidos é homem, com 166 sem informações sobre o paradeiro atualmente. Entre eles, estão duas crianças, com uma delas tendo apenas 3 anos quando desapareceu, em setembro de 2024.

O homem adulto com o desaparecimento mais recente, segundo consta no painel, é Mauro Cardoso Mendes, que tem 39 anos e foi visto pela última vez no dia 20 de março.

Ao todo, 45 mulheres estão desaparecidas em Florianópolis, de acordo com o painel, com três delas sendo crianças. O desaparecimento mais recente entre as mulheres é de Lee Huang Pu Hsun, que desapareceu nesta sexta-feira (27), aos 77 anos.

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Oceanógrafo está desaparecido desde outubro de 2025

Alguns dos desaparecimentos tiveram grande repercussão como o do oceanógrafo americano Charles Gorri, desaparecido em Florianópolis desde o início de outubro de 2025. Desde então, a Polícia Civil busca novas informações sobre o paradeiro de Charles com o sistema de reconhecimento facial foi acionado para novas tentativas de encontrá-lo.

Charles é natural de Detroit, nos Estados Unidos, mas foi radicano no Brasil ainda na infância. Os trabalhos continuam sendo feitos com o apoio do Cyberlab da Polícia Civil, um laboratório de inteligência criado em agosto de 2023 para monitorar e combater crimes na internet.

À época, também foram encaminhados ofícios para as secretárias de Saúde para obter informações sobre um eventual atendimento de Charles nas unidades de saúde. O educador ambiental é conhecido no Sul da Ilha, fala português fluente e é querido entre os moradores da região. Como guia de trilhas, Charles levava escolas para expedições.

Quem era o oceanógrafo

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