Marty Kausas, fundador da startup Pylon, no Vale do Silício, viralizou ao postar sua rotina de trabalho para que sua empresa seja avaliada em mais de 10 milhões de dólares: 92 horas de trabalho por semana, por três semanas seguidas. De segunda a quinta, das 8h à 1h da manhã. Sexta até as 19h, e domingo das 13h à meia-noite.
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“Isso não é para glamourizar”, escreveu o executivo de 28 anos no LinkedIn. “A gente só quer muito ganhar.” A publicação viralizou, não por ser exceção, mas por ser a cultura de uma geração inteira influenciada pela rotina de bilionários do ramo de tecnologia.
Elon Musk: até 120 horas semanais
Musk, primeira pessoa a alcançar o título de trilionário, não criou a rotina de trabalho extremo, mas a tornou um modelo a ser seguido no Vale do Silício.
De acordo com a Istoé Dinheiro, o fundador da SpaceX e da Tesla afirmou na ocasião que “ninguém mudou o mundo trabalhando 40 horas por semana” e estabeleceu entre 80 e 100 horas semanais como a jornada ideal.
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Na crise da Tesla com o Model 3, o executivo chegou a um expediente de 120 horas, dormindo em sofás e sob mesas da fábrica, enquanto a equipe fazia 100. Em 2026, declarou que não tem férias e disse que “gosta de trabalhar e resolver problemas que melhoram a vida das pessoas”.
Rotina de Sam Altman: LED pela manhã, jejum de 15 horas
Conhecido por ser o CEO da OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, Altman também adota modelos extremos de trabalho. Em 2018, declarou em seu blog que seu dia começava com uma dose de café espresso, e jejum de 15 horas, com apenas uma refeição ao dia.

O executivo também priorizava exposição direta a uma lâmpada LED pela manhã entre 10 a 20 minutos, enquanto responde e-mails. Apesar das medidas extremas, priorizava manter um horário convencional de sono.
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Mas essa rotina não se sustentou para sempre. Em fevereiro, o executivo admitiu à Fortune que sua vida “virou um caos” depois que se tornou pai. “Aceitei que a vida vai ser caótica por alguns anos”, disse. Nos fins de semana, retira-se para um rancho sem sinal de celular.
Rotina de Jeff Bezos vai na contramão de rivais
Talvez o maior contraponto na cultura extrema de trabalho, Jeff Bezos é adepto de uma postura equilibrada. Segundo a Exame, o fundador da Amazon trabalha em um expediente de oito horas, não agenda reuniões antes das 10h e reserva as manhãs para “focar no trivial” ao invés de responder e-mails.
“Meu horário de me enrolar é importante para mim”, disse ele em um discurso no Washington Economic club, segundo o Business Insider. O executivo gosta de acordar cedo, tomar café da manhã com as crianças e ler o jornal.
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