A história de Jeff Bezos é carregada de decisões de negócio que deixam qualquer um cético. E nesta terça-feira (16), acabou de começar mais uma. O executivo anunciou um investimento de 100 milhões de dólares na Flourish — startup de inteligência artificial que estuda a estrutura do cérebro humano.

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Se der certo, a Flourish irá criar um “cérebro sintético” que substituirá os datacenters da qual dependem IAs como Claude, ChatGPT e Gemini, cortando custos em energia e armazenamento no processo. Mas até agora, não possui estudos nem produtos.

Se a ideia pareceu absurda até aqui, saiba que não é a primeira vez. O fundador da Amazon e da Blue Origin, duas das maiores big techs do mundo, construiu a carreira em uma série de apostas que no início eram absurdas. E que, contra a expectativa de muitos, funcionaram até agora.

Aposta 1: Amazon

Nascido em 1964, na cidade de Albuquerque, no Novo México, Jeffrey Preston Jorgensen recebeu o sobrenome Bezos de seu padrasto, Miguel Bezos, aos dois anos de idade. Na juventude, foi para a Universidade de Princeton, em 1982. Inicialmente cursando Física, acabou migrando para Engenharia Elétrica e Ciência da Computação.

Após uma breve carreira no setor tecnológico e financeiro, Jeff Bezos fundou a Amazon em 1994, em Seattle. A ideia do negócio surgiu após o empreendedor ler que o uso de internet estava crescendo em 2.400% ao ano, o que, eventualmente, levaria o comércio para o mundo digital.

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Primeiro escritório da Amazon (Foto: Divulgação)

De acordo com o Business Insider, o nome Amazon veio por causa do Rio Amazonas, e porque nomes com letra A apareceriam primeiro nas buscas da época. Inicialmente uma loja de livros, o plano de Bezos era que o e-commerce se tornasse uma loja de varejo digital que vendesse de tudo.

Seu negócio, segundo o South China Morning Post, iniciou com um investimento de 300 mil de dólares, incluindo parentes. A empresa apresentou instabilidade financeira até 2003, quando registrou lucro anual de 35 milhões de dólares.

Hoje, o sucesso financeiro estendeu as atividades da Amazon para o setor de dados com a Amazon Web Services (AWS) e serviços digitais, como Amazon Prime e Alexa.

Aposta 2: Blue Origin

Em 2000, antes mesmo da Amazon dar lucro, Jeff Bezos abriu sua empresa espacial, a Blue Origin. A ideia do executivo era baratear os custos de logística e transporte para o espaço, tanto de materiais quanto de pessoas.

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Em 2006, a empresa adquiriu um terreno no West Texas, onde construiu sua área de testes de voo para foguetes. Até 2011, Bezos investiu 46 milhões de dólares na empresa, quando um dos protótipos colidiu durante um dos testes preliminares, segundo o The Economist. Ainda assim, a Blue Origin lançou um novo veículo de lançamento orbital, o New Shepard, quatro anos depois.

Foguete Blue Shepard, da Blue Origin, em lançamento durante operação espacial NS-25 (Foto: Divulgação)

Hoje, a companhia oferece viagens suborbitais para pessoas a preços entre 200 mil 300 mil dólares. Seu negócio rivaliza diretamente com a SpaceX, de Elon Musk, na prestação de serviços espaciais para o setor de Defesa dos governos dos EUA e países europeus — e possivelmente, para o setor de inteligência artificial.

Aposta 3: Flourish

A aposta mais recente de Bezos, a Flourish, startup que quer dissecar a estrutura cerebral, que concentra grande poder de processamento e economia energética em uma forma extremamente compacta.

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Por trás da Flourish está Rob Williams, ex-executivo do time de software da própria Amazon, e Thomas Reardon, que trabalhou na primeira versão do Internet Explorer (atual Microsoft Edge) em 1994.

Quem é Jeff Bezos, bilionário da Amazon que quer investigar o cérebro humano