A lei que institui 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 foi sancionada nesta segunda-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A data foi escolhida por simbolizar o dia da primeira morte por Covid-19 no país, em 2020, na cidade de São Paulo.
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A lei, de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC), foi aprovada no Senado em 15 de abril. De acordo com o relator do projeto, o senador Humberto Costa (PT-PE), a criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 tem a intenção de preservar a memória das vítimas, além de possuir um caráter simbólico e educativo.
Críticas ao Governo Bolsonaro
Durante a sanção da lei, que ocorreu no Palácio do Planalto, foram feitas críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que estava no comando do país durante a pandemia.
— Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar golpe contra o Brasil —, criticou Lula.
Ele também relembrou das investigações da CPI da Covid no Senado e citou as trocas de ministros da saúde. O presidente disse que o Brasil teria menos mortes provocadas pela Covid-19 se o Governo Bolsonaro tivesse seguido as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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— A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças… Se não der nome, não são conhecidas. Seja de qualquer igreja, padre ou pastor. Tem que dar nome para essa gente aprender, no mínimo, a respeitar o ser humano.
Na sanção da lei, a primeira-dama, Janja da Silva, lamentou a morte da mãe, em decorrência da Covid-19:
— Eu sempre me preparei psicologicamente para perder minha mãe para o Alzheimer, mas ver ela sendo arrancada de mim pela covid-19, pela falta de incentivo à mascara. Eu não vou esquecer jamais. A memória é isso —, disse a primeira-dama.
*Sob supervisão de Nicoly Souza
**Com informações do g1

