O segundo mês do ano de 2026 será agitado na astronomia. Fevereiro reserva uma série de eventos como desfiles planetários e um eclipse solar, entre outros fenômenos. Mas, sem dúvidas, o momento mais aguardado é o lançamento da missão Artemis 2, da NASA, que vai levar a humanidade de volta à Lua depois de mais de meio século e está prevista para o dia 8. Em resumo, o calendário astronômico será cheio nas próximas semanas.

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Até mesmo uma chuva de meteoros está prevista para ocorrer em fevereiro. Ao todo, são oito eventos que compõem o calendário astronômico do mês, que será marcado pelo retorno à Lua. Conjunções planetárias e até mesmo uma visão do núcleo da Via Láctea para observadores do Hemisfério Norte também estão na agenda.

A seguir, vamos listar os principais eventos astronômicos, em ordem cronológica, do mês de fevereiro – além de detalhes da missão Artemis 2, da NASA, que vai levar a humanidade de volta à órbita lunar.

Lua Cheia de Neve

Desde o dia 1 de fevereiro, a Lua Cheia já encanta quem olha para o céu. Apesar de não ser considerada uma Super Lua, ela se destaca no horizonte, especialmente nos primeiros momentos após o nascer, no final da tarde e início da noite – entre 19h e 20h30, aproximadamente – quando aparenta estar maior do que o habitual e se mostra em tons de laranja e vermelho.

A Lua Cheia de fevereiro tem um apelido curioso. É chamada de Lua Cheia de Neve, pois algumas tribos de povos nativos do nordeste dos Estados Unidos associam o nosso satélite natural às fortes nevascas que costumam atingir a região nessa época do ano.

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A Lua permanece na fase cheia até o dia 5 de fevereiro, tendo o ápice de brilho entre o dia 1 e o dia 3. Nesse período, ela também aparece relativamente perto de Júpiter no céu noturno.

Artemis 2 – a missão de retorno à Lua

Os primeiros dias de fevereiro também serão marcados por expectativas e testes para a missão Artemis 2, da NASA, que vai levar a humanidade de volta à Lua. O ensaio geral para a expedição está marcado para segunda-feira (2), a partir das 23h (horário de Brasília), no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos.

Caso tudo ocorra bem nos testes finais, a decolagem do foguete SLS, que já está com a sonda Orion acoplada, está previsto para acontecer no dia 8 de fevereiro – inicialmente estava marcada para o dia 6, mas o mau tempo, os ventos fortes e a onda de frio na região da Flórida adiaram os testes e, consequentemente, o voo. A janela de lançamento fica aberta até o dia 11. Caso não seja possível realizar a missão em fevereiro, novas tentativas devem ocorrer no início de março ou abril.

Chuva de meteoros

Outro evento imperdível do calendário astronômico de fevereiro é a chuva de meteoros Alfa Centaurídeos, que terá o pico de atividade na madrugada do dia 7 para o dia 8, quando até sete meteoros por hora serão vistos no céu.

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A chuva já está acontecendo desde o dia 31 de janeiro, e até o dia 20 de fevereiro poderá ser observada no céu noturno. Os meteoros se originam de detritos de um cometa não identificado que se desintegrou ao passar perto do Sol.

Visível principalmente no Hemisfério Sul, inclusive no Brasil, a chuva de meteoros Alfa Centaurídeos é considerada um dos principais eventos astronômicos do mês de fevereiro.

Eclipse Solar

Outro fenômeno marcante do calendário astronômico de fevereiro é o Eclipse Solar Anular, que ocorre no dia 17 e será visível em algumas regiões do Hemisfério Sul.

Embora a ocorrência total fique visível apenas na Antártida e ilhas do sul do Oceano Índico, algumas regiões do extremo sul do mundo, como Argentina, Chile e parte da África Austral vão poder contemplar o eclipse de forma parcial.

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O Eclipse Solar Anular, também conhecido como Anel de Fogo, ocorre quando a Lua fica muito distante da Terra, cobrindo apenas parte do núcleo do Sol, causando o efeito visual no céu.

Conjunções

Fevereiro será um mês repleto de conjunções no céu noturno – boa parte delas envolvendo a Lua. Nosso satélite natural vai aparecer visivelmente perto de planetas e de um aglomerado de estrelas.

No dia 19 de fevereiro, a Lua Crescente ficará visivelmente ao lado de Saturno no céu. No dia 23, ainda na fase Crescente, a Lua vai aparecer ao lado das Plêiades, um aglomerado de estrelas – evento que já aconteceu no final de janeiro.

Visão da Via Láctea

Algumas regiões do Hemisfério Norte vão poder contemplar uma visão rara: o núcleo da Via Láctea, nossa Galáxia.

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No final do mês de fevereiro, o núcleo da Via Láctea, que passa grande parte do tempo oculto no horizonte, se tornará visível para algumas localidades dos Estados Unidos, Canadá, Groenlândia e alguns países do norte europeu.

O núcleo da Via Láctea ficará visível nas horas que antecedem o nascer do Sol.

Desfile planetário

Para fechar o calendário astronômico de fevereiro, um alinhamento com seis planetas visíveis vai formar o chamado Desfile Planetário. O evento vai acontecer entre o dia 20 de fevereiro e os primeiros dias de março.

Vênus, Mercúrio, Marte e Júpiter serão visíveis a olho nu. Netuno e Urano, os planetas mais distantes do Sistema Solar, também aparecerão no alinhamento, mas, para observá-los, será necessário o uso de equipamentos como binóculos potentes ou telescópios.

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O calendário astronômico de fevereiro

  • Lua Cheia – entre os dias 1 e 5 de fevereiro
  • Missão Artemis 2, o retorno da humanidade à Lua – Prevista para o dia 8 de fevereiro
  • Chuva de meteoros Alfa Centaurídeos – pico de atividade entre os dias 7 e 8 de fevereiro
  • Eclipse Solar Anular (visível no extremo sul do mundo) – dia 17 de fevereiro
  • Conjunção Lua e Saturno – dia 19 de fevereiro
  • Conjunção Lua e Plêiades – dia 23 de fevereiro
  • Desfile Planetário – entre 20 de fevereiro e o início de março
  • Núcleo da Via Láctea visível no Hemisfério Norte – final do mês de fevereiro

Dicas para observar eventos astronômicos

Para quem quer acompanhar os eventos astronômicos, o recomendado é procurar um local escuro, longe das luzes e da poluição atmosférica dos grandes centros, que ofuscam o brilho e atrapalham a visibilidade dos astros.

O lugar precisa ter o horizonte limpo, sem barreiras como vegetação, relevos e construções, pois grande parte dos fenômenos costumam aparecer próximos da linha do horizonte. Também recomenda-se chegar ao local com 30 minutos de antecedência para que o olho humano se adapte à escuridão.

Também é importante destacar que a visibilidade dos eventos e dos astros no céu noturno depende das condições climáticas e meteorológicas – o céu precisa estar limpo, sem ou com poucas nuvens.

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Muitos eventos são visíveis a olho nu, mas o uso de equipamentos como binóculos e telescópios favorece a experiência na observação de planetas e conjunções, por exemplo. Cadeiras reclináveis e esteiras também ajudam a manter o conforto enquanto se olha para o céu.