O restaurante que foi atingido pelo avião monomotor em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, na manhã de sexta-feira (3), foi vítima de furtos do que sobrou do estabelecimento. À GZH, o dono do local, Douglas Roos, relatou que foram levados um forno micro-ondas, panelas, coifas de alumínio e até algumas peças do avião.
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A tragédia deixou quatro mortos: o casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Ortolani, o sócio da empresa de aviação a que pertencia a aeronave, Renan Saes, e o piloto Nelio Pessanha.
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O furto foi percebido pelo proprietário na manhã de domingo (5). Alertado por vizinhos, Roos foi ao local e notou o sumiço dos bens que não tinham sido destruídos.
— É muito triste ver as pessoas se aproveitando de um momento tão difícil para furtar o pouquíssimo que sobrou. Tivemos que enfrentar a chuva para tentar organizar algumas coisas nos escombros e hoje devemos, com a ajuda da prefeitura, fazer a limpeza do local — disse ele à GZH.
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Na manhã desta segunda-feira (6), Roos irá fazer o registro de ocorrência policial. A prefeitura de Capão da Canoa havia reforçado a vigilância na região para impedir furtos. Contudo, a ação não surtiu efeito.
— A gente reforçou a vigilância no local do acidente exatamente para tentar inibir o máximo possível. Infelizmente, existem pessoas de má índole, mau-caráter, que não estão nem aí — afirmou o secretário municipal da Segurança, Fabrício Zambra.
O restaurante estava vazio no momento da queda, uma vez que passava por reformas e estava se preparando para reabrir nesta semana.
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