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    Dia das Bruxas: conheça as lendas da Ilha de Santa Catarina

    Franklin Cascaes no livro ‘O fantástico na Ilha de Santa Catarina’ reuniu 32 dessas lendas trazidas pelos açorianos para a cidade

    31/10/2019 - 15h39 - Atualizada em: 31/10/2020 - 09h51

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    Por Janaína Laurindo
     Congresso bruxólico desenhado por Franklin Cascaes e que aparece no livro ‘O fantástico na Ilha de Santa Catarina’
    Congresso bruxólico desenhado por Franklin Cascaes e que aparece no livro ‘O fantástico na Ilha de Santa Catarina’
    (Foto: )

    Não à toa, Florianópolis é conhecida como a Ilha da Magia. O misticismo e as lendas da cidade contam que antes mesmo de chegarem os primeiros habitantes a Ilha já era povoada pelas bruxas. Franklin Cascaes no livro ‘O fantástico na Ilha de Santa Catarina’ reuniu 32 dessas lendas trazidas pelos açorianos para a cidade. O objetivo do pesquisador era preservar a cultura e a linguagem local e não somente alimentar o imaginário com os contos, mas sustentar a história da cultura açoriana.

    ESPECIAL: conheça a verdadeira história das bruxas no Brasil

    Para celebrar o Dia das Bruxas, e aproximar a tradição norte-americana ao nosso cotidiano, o jornalista e guia de turismo, Rodrigo Stupp conta algumas das lendas da Ilha de Santa Catarina. Confira:

    Pedras da Praia de Itaguaçu

    — As bruxas resolveram fazer uma grande festa. Todos os personagens do imaginário manezinho estavam lá, menos o diabo, chefe delas. As bruxas não quiseram chamar o diabo, afinal de contas ele fazia maldades para elas — ele as obrigava a cheirar o seu rabo quente, que fedia a enxofre. Bom, a festa tava rolando. Todo mundo se divertindo muito, até que o diabo apareceu furioso entre raios, trovões e tempestade. O diabo então lançou uma maldição que pode ser conferida até hoje. São as pedras da Praia de Itaguaçu, que são as bruxas petrificadas.

    Lenda da Lenda

    — Certa vez o Peninha, que era braço direito de Franklin, me confessou que a lenda das Pedras de Itaguaçu ele mesmo inventou. Morador da Palhoça, foi convidado para gravar uma entrevista em Florianópolis. Com preguiça de ir até a capital, disse que contaria, por telefone, uma lenda nunca antes contada. Foi aí que surgiu a lenda das bruxas petrificadas. O objetivo do escritor na verdade, também era divulgar e valorizar a região de Itaguaçu, onde Franklin nasceu.

    A paixão do índio Peri e da bruxa Conceição

    — As bruxas não permitiam que Conceição namorasse o índio. Os índios, por sua vez, não permitiam que Peri namorasse uma bruxa. Mas os dois, como todos os apaixonados, se encontravam na mata. Mas as bruxas descobriram e lançaram uma grande maldição: o índio Peri se transformou em uma lagoa doce, que hoje é a Lagoa do Peri, no Sul da Ilha. Conceição chorou tanto que o acúmulo das águas se transformou na Lagoa da Conceição. Olhando a Lagoa do Peri de cima é possível ver que ela possui um formato de coração.

    O mapa da Ilha é uma bruxa

    — O chapéu da bruxa começa, por exemplo, lá entre Ingleses e Santinho, contorna toda a parte norte e a ponta do chapéu da bruxa é a ponta da Praia da Daniela. O nariz fica ali na região de Cacupé e Santo Antônio de Lisboa. Onde passam as três pontes temos o queixo da bruxa. Na dúvida é só olhar no mapa e conferir.

    Tem medo de bruxas? Veja uma oração que promete afastá-las:

    O jornalista e guia de turismo, Rodrigo Stupp, realiza no próximo domingo, 3/11, às 18h, um tour que inicia na Praia da Palmeiras e vai até a Praia do Meio, no coração da Via Gastronômica de Coqueiros, com o objetivo de valorizar as lendas bruxólicas. O tour acontece em formato de contação de história, sete lendas do livro de Cascaes serão contadas durante o passeio. Para mais informações acesse a página do Guia Manezinho no Facebook.

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