O cenário para quem vai às compras neste Dia das Mães é de extremos financeiros. A dinâmica do mercado em 2026 forçará o consumidor a escolher entre o peso do simbolismo e a eficiência do orçamento, já que os itens mais clássicos da data sofrem com reajustes severos, enquanto o setor de bens duráveis oferece um fôlego inesperado para o bolso.
Continua depois da publicidade
FOTOS: onde o bolso aperta e onde há alívio no Dia das Mães
De acordo com o levantamento da FecomercioSP sobre 38 produtos e serviços, a cesta de presentes subiu, em média, 2,89% no último ano. O dado é animador quando comparado à inflação oficial (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)) de 4,37%, o que prova que, apesar dos picos em categorias isoladas, o ato de presentear está sendo menos impactado do que o custo de vida geral do brasileiro.
O contraste entre o luxo e a oportunidade
A maior vilã deste ano é a joia, que viu seu preço disparar 26,81%, impulsionada pela valorização global do metal. Quem optar por flores naturais também sentirá o aperto, com uma alta de 11,82%. O encarecimento se estende a itens de uso cotidiano, as bijuterias subiram 10,48%, produtos para o cabelo avançaram 9,74%, calçados como sandálias e chinelos tiveram reajuste de 6,25% e os livros não didáticos ficaram 6,74% mais caros.
A rota de fuga para economizar está nos corredores de tecnologia e utilidades domésticas. Em uma tendência de deflação rara para o período, o ar-condicionado lidera as baixas com queda de 12,17%. Refrigeradores (-8,16%), ventiladores (-7,24%) e fogões (-6,48%) também seguem com preços mais baixos, tornando-se alternativas viáveis para substituir mimos de perfumaria que tiveram alta.
Continua depois da publicidade
Perfil de consumo
O setor de vestuário aparece como o equilíbrio ideal, com vestidos e blusas variando apenas entre 2,2% e 3,4%. Essa estabilidade explica a forte intenção de compra em Santa Catarina, onde as roupas dominam a preferência de 28,4% dos consumidores.
No Estado, o pódio é completado por perfumes e cosméticos (24,9%) e calçados e bolsas (15,5%). Mesmo com os preços nacionais elevados, o catarinense ainda mantém no radar as flores (7,8%) e as cestas de café da manhã (2,3%).
Para quem prefere fugir dos itens materiais, o setor de serviços e gastronomia surge como uma opção de experiência. Embora o almoço fora seja uma das tradições mais concorridas, a estabilidade no setor de serviços ajuda a equilibrar o ticket médio da comemoração.
Com o setor de eletrônicos mais estável, trocar o acessório de luxo por um item de maior valor agregado para a casa pode ser a chave para celebrar a data sem comprometer o planejamento financeiro familiar.
Continua depois da publicidade
Confira a lista dos 38 itens analisados pela FecomercioSP:
- Joia
- Flores naturais
- Bijuteria
- Produto para cabelo
- Livro não didático
- Sandália/chinelo
- Roupa de banho
- Chuveiro elétrico
- Tênis
- Sapato feminino
- Calça comprida feminina
- Produto para pele
- Lingerie
- Artigos de armarinho
- Computador pessoal
- Blusa
- Bermuda/short feminino
- Óculos de grau
- Mobiliário
- Utensílios de metal
- Perfume
- Relógio de pulso
- Agasalho feminino
- Bolsa
- Vestido
- Saia
- Utensílios de vidro/louça
- Aparelho de som
- Mochila
- Televisor
- Aparelho telefônico
- Roupa de cama
- Máquina de lavar roupa
- Produto para unha
- Fogão
- Ventilador
- Refrigerador
- Ar-condicionado
Leia também
Conheça a história do Dia das Mães e saiba como a data é celebrada ao redor do mundo
*Com edição de Luiz Daudt Junior.














