O preço médio do diesel em Santa Catarina chegou a R$ 7,33 e acumula uma alta de 20% nas três semanas que marcaram o início da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) na pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Continua depois da publicidade
O combustível já vinha acumulando alta desde o início do conflito no Oriente Médio, que fez disparar o preço do barril do petróleo no mercado internacional, que passou de 60 dólares antes do conflito e chegou perto de 120 dólares nesta semana.
Apenas na última semana, no entanto, o diesel subiu 9,6% em SC, passando de R$ 6,69 para R$ 7,33. Na comparação entre as 14 cidades pesquisadas em SC, a cidade com o diesel mais caro foi Itajaí, com o valor médio de R$ R$ 7,91.
O impacto do conflito na gasolina foi menor. O preço médio do combustível no Estado, que estava em R$ 6,51 nas últimas duas semanas, teve alta de 1,5% e agora é estipulado em R$ 6,61.
A alta do diesel mobilizou ações do governo federal ao longo da semana e preocupou motoristas. Duas causas ajudam a explicar por que o conflito no Oriente Médio está elevando o preço do diesel em SC, e em todo o mundo.
Continua depois da publicidade
Veja fotos do conflito
Veja variação de preços
O que explica aumento do preço do diesel no Brasil
- Fechamento do Estreito de Ormuz. O canal marítimo situado entre Irã e Omã é rota de cerca de 20% da produção de petróleo consumido em todo o mundo. A passagem é utilizada por grandes países produtores de petróleo, como Arábia Saudita e Iraque, e está praticamente fechada pelo governo iraniano desde o início do conflito.
- Diminuição da produção de petróleo nos países do Oriente Médio. A região também teve outros países envolvidos após o Irã bombardear bases dos EUA nas nações vizinhas, o que afeta a produtividade de petróleo na região.
Impacto nos preços de produtos
Sindicatos dos postos de SC explicam que a pressão sobre os preços ocorre porque um quinto do combustível consumido no país é importado. Apesar de afetarem os preços, as entidades alegam que não há risco de desabastecimento. Na Grande Florianópolis, por exemplo, o sindicato local dos postos (Sindópolis) divulgou nota afirmando que o abastecimento segue regular.
Continua depois da publicidade
O diesel é considerado um tema sensível porque é usado na maior parte do transporte de pessoas e mercadorias do país. Com isso, uma escalada no preço do combustível pode representar também alta nos preços de produtos e serviços, gerando inflação.
— Em resumo, quando petróleo e alimentos sobem, a inflação tende a sentir. E isso chega direto ao bolso das pessoas. A intensidade desse impacto, no entanto, vai depender muito da duração e da escala do conflito — explicou o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, ao NSC Total dias após o início do confronto.
Em razão do risco de impacto nos preços, o governo federal anunciou medidas como zerar o PIS e o Cofins do diesel e dar subvenções a importadores do combustível que atuam no país, para melhorar as condições de negociação das empresas e o preço ao consumidor. Ainda assim, o preço nas bombas não tem dado mostras de redução.
Os preços da gasolina e diesel nas cidades
Diesel
- Araranguá: R$ 7,29
- Blumenau: R$ 7,29
- Brusque: R$ 6,97
- Caçador: R$ 7,35
- Chapecó: R$ 7,19
- Concórdia: R$ 7,13
- Criciúma: R$ 6,98
- Itajaí: R$ 7,91
- Joinville: R$ 7,00
- Laguna: R$ 7,74
- Mafra: R$ 6,98
- São José: R$ 7,79
- Tubarão: R$ 7,64
- Videira: R$ 7,15
Continua depois da publicidade
Gasolina
- Araranguá: R$ 6,59
- Blumenau: R$ 6,65
- Brusque: R$ 6,42
- Caçador: R$ 6,58
- Chapecó: R$ 6,46
- Concórdia: R$ 6,71
- Criciúma: R$ 6,52
- Florianópolis: R$ 6,75
- Itajaí: R$ 6,53
- Joinville: R$ 6,52
- Laguna: R$ 6,73
- Mafra: R$ 6,19
- São José: R$ 6,76
- Tubarão: R$ 6,77
- Videira: R$ 6,51
- Xanxerê: R$ 6,45





