A política brasileira ganha um elemento conhecido e simbólico para 2026. O best-seller Augusto Cury, que transformou a psiquiatria em fenômeno de massas, decidiu que é hora de transpor a “gestão da emoção” das páginas dos livros para o Diário Oficial da União. Oficializado pelo Avante, como candidato à presidência da república.
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Com discurso focado em “saúde mental” e pacificação, Cury tenta romper a polarização; falta de experiência executiva e propostas para o Judiciário dão o tom da campanha.
A “Inteligência Multifocal” no Orçamento
A aposta de Cury não é apenas retórica; é um diagnóstico. Ele acredita que o país vive um esgotamento coletivo e que sua Teoria da Inteligência Multifocal pode servir como um freio de arrumação na polarização.
No entanto, o plano de governo já avança sobre terrenos áridos: Cury propõe um “choque de gestão” emocional nas escolas e uma reforma do Judiciário que deve incomodar a Praça dos Três Poderes, defendendo o fim da vitaliciedade de ministros do STF e o fechamento das câmeras em julgamentos da Corte.
Entre o Best-Seller e o Palanque
Embora circule com facilidade entre figuras experientes como Michel Temer e Gilberto Kassab, o desafio de Cury é a transição do humanismo das livrarias para a “realpolitik” candanga.
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Sem histórico no Executivo, o autor paulista precisará provar que a moderação que prega resiste ao “fogo amigo” e às pressões do centrão. 2026 será, sem dúvida, o livro que ele terá mais dificuldade em escrever.
*Edição por Nicoly Souza

