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Dois homens são condenados por assassinar empresário na frente de casa em Balneário Camboriú

Pena do mandante do crime e do executor de Luiz Cavazzotto ultrapassa 50 anos

28/04/2022 - 21h15

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Gabriela
Por Gabriela Ferrarez
Empresário foi morto na frente de casa em Balneário Camboriú
Empresário foi morto na frente de casa em Balneário Camboriú
(Foto: )

O mandante e o executor do empresário Luiz Cavazzotto, 49 anos, que morreu a tiros na frente de casa em Balneário Camboriú, foram condenados em Tribunal do Júri na tarde desta quinta-feira (28). O crime ocorreu em janeiro de 2020. O advogado Felix Raichardt, mandante do crime, foi condenado a 17 anos de prisão, enquanto o executor, Carlos Eduardo Conceição Martins, pegou 33 anos de cadeia.

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Ao todo, cinco pessoas são acusadas pelo envolvimento no assassinato de Cavazzotto, entre elas, sua namorada. Ela e o advogado Raichardt planejaram o homicídio e mandaram executá-lo, por que o empresário cobrava dele uma dívida referente à venda de um carro no valor de R$ 100 mil. A namorada e outros dois suspeitos serão julgados em outra data. 

Por meio de um amigo, preso no Rio Grande do Sul, o casal contratou Martins por R$ 5 mil para executar o crime. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), na véspera do assassinato, Martins roubou um veículo em Itajaí e, junto com o advogado, trocou a placa por outra, clonada. O veículo foi usado na execução.

Conforme o MP-SC, no dia do crime, o denunciado apontado como o autor dos disparos estacionou o carro próximo à casa do empresário e o advogado ficou perto do local. Quando a vítima foi se despedir do amigo na frente da sua casa, o criminoso a alvejou com seis tiros. Cavazzotto morreu no local.

No julgamento, os Promotores de Justiça Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto, da 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balneário Camboriú, Alexandre Carrinho Muniz e Marcio Cota, do Grupo Especial de Atuação do Tribunal do Júri (GEJURI) do MP-SC, sustentaram que o homicídio foi duplamente qualificado por ter sido praticado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa pela vítima.

Felix Raichardt foi condenado a 17 anos e 10 meses de reclusão em regime inicial fechado por homicídio duplamente qualificado e adulteração de placa de veículo. 

Carlos Eduardo Conceição Martins foi condenado a uma pena maior, 33 anos, um mês e 13 dias, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo qualificado e adulteração de placa, também em regime inicial fechado.

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