A Raízen, dona dos postos Shell no Brasil, fechou um acordo para enfrentar uma dívida de R$ 64,7 bilhões na maior recuperação extrajudicial do país. A empresa, uma das maiores do setor de energia do Brasil, é formada por uma parceria entre a Shell e Cosan, e ganhou apoio dos credores no plano de reestruturação financeira.

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A proposta prevê a conversão de 45% da dívida em ações da empresa, com um aporte de R$ 3,5 bilhões na companhia. Os outros 55% terão os prazos de pagamento renegociados. O objetivo, segundo a Raízen, é aliviar a pressão sobre o caixa da empresa, deixando a dívida para trás para que a companhia volte a crescer nos próximos anos.

A recuperação extrajudicial é um meio de realizar acordos sem acionar a Justiça, obtendo melhores condições e evitando o risco de falência.

Reestruturação nos negócios

Até o final de 2027, a Raízen também quer separar os negócios em duas empresas independentes. A primeira deve focar na produção de açúcar, etanol e bioenergia, enquanto a outra se dedicará à distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell.

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Conforme a empresa, a recuperação extrajudicial não afeta compromissos com clientes, fornecedores, revendedores ou consumidores.

Segundo a companhia, o processo tem caráter exclusivamente financeiro e não afeta compromissos com clientes, fornecedores, revendedores ou consumidores.

Pedido de recuperação extrajudicial

O pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo para renegociar as dívidas financeiras foi feito em março de 2026. No fim de dezembro, a empresa atingiu uma dívida líquida de R$ 55,3 bilhões. As discussões sobre um plano já vinham sendo discutidas desde então, segundo o CEO da companhia, Marcelo Martins.

— Isso tudo acabou resultando em uma conversa estruturada com os credores, e que nós acreditamos hoje que deva levar a uma evolução que a gente possa encontrar uma solução satisfatória para o mercado que resolva definitivamente o problema de Raízen — disse.

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Um plano de aporte de R$ 3,5 bilhões já havia sido proposto pela Shell, com mais R$ 500 milhões de um veículo de investimento ligado à família do empresário Rubens Ometto. Dessa forma, o dinheiro seria um novo capital para equilibrar as finanças.

*Com informações do g1 e do O Globo