As irmãs da corretora gaúcha morta em Florianópolis no início de março viajaram de Canoas, no Rio Grande do Sul, até a Capital catarinense, para buscar os pertences de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 48 anos, nesta quinta-feira (2). Quase um mês após a morte de Luciani, o apartamento dela estava fechada para uma perícia, segundo a família, e, agora, foi liberado para a retirada dos bens da Pousada Costão da Ilha, onde a corretora morava.
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Mônica, Grace e Ariane Estivalet souberam nesta quarta (1°) que poderiam ir até a pousada. Foi então que elas pediram ajuda para um amigo da família e, com uma caminhonete, viajaram cerca de 460 quilômetros de Canoas até Florianópolis para buscar tudo o que ainda estava na casa de Luciani.
Ao NSC Total, Mônica destacou o sentimento de “dor e tristeza” ao chegar na pousada, que também funcionava como um residencial.
— Estar no local que mataram ela e fizeram todas aquelas crueldades com a Luciani não foi fácil para mim e pra minhas irmãs — disse.
Agora, as irmãs já estão seguindo viagem de volta para Canoas, segundo Mônica.
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Pousada fica localizada no Norte da Ilha
Família pede por justiça por corretora gaúcha
No local, as irmãs deixaram cartazes com pedidos por justiça pela corretora. Em um dos cartazes, a família escreveu que a morte de Luciani “foi uma brutalidade” e que a “dor que ficou não se apaga”.
Outro pôster pendurado no muro da pousada mostra uma foto da corretora gaúcha com seus animais de estimação, também com um pedido por justiça. Em uma das paredes do imóvel de Luciani, a família também escreveu os dizeres “assassinos”.
Até o momento, três pessoas foram presas: a administradora do residencial onde Luciani morava, no dia 12 de março pelo crime de receptação, após ser localizada com pertences da vítima; e um casal, que tentou fugir para o Rio Grande do Sul após a morte da corretora. Eles permanecem presos no estado. O caso é investigado como latrocínio, com roubo seguido de morte.
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— Só vamos descansar quando de fato conseguirmos enterrar o que restou — disse Mônica.
O NSC Total entrou em contato com a Polícia Científica para saber se a perícia na casa de Luciani foi concluída, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A reportagem também entrou em contato com a pousada Costão da Ilha, em busca de um posicionamento, mas também não recebeu retorno.
Corpo da corretora gaúcha ainda não foi liberado
O corpo de Luciani passa por uma perícia pela Polícia Científica desde que o corpo foi encontrado, no dia 11 de março, em Major Gercino, com outras possíveis partes do corpo sendo localizadas no mesmo local, nas margens do Rio Tijucas, no dia 17 de março.
Foram coletadas amostras que seguem em análise nos setores de Genética e Toxicologia. De acordo com a Polícia Científica, o resultado pode levar entre 20 a 40 dias para ser concluído. Se contabilizado em dias corridos, finalizaria no dia 26 de abril. Se contabilizado apenas os dias úteis, esse prazo pode chegar até o dia 14 de maio.
O tempo que levará para a conclusão da perícia influencia diretamente para a liberação do corpo da gaúcha para a família, que quer realizar o enterro em Canoas. A perícia leva um pouco mais de tempo, segundo a Polícia Civil, porque o corpo foi encontrado de forma fragmentada. Nesse momento, já se sabe que todas as partes pertencem a uma mesma pessoa.
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“A adoção desse protocolo é fundamental para assegurar a precisão pericial, evitando a necessidade de múltiplos exames genéticos isolados em cada fragmento e garantindo que se trata de um único óbito”, diz a Polícia Científica, em nota.
Esse tipo de procedimento também tem como objetivo “resguardar a dignidade da vítima e de seus familiares”, evitando que “novas etapas de luto decorrentes de eventuais identificações posteriores de partes”, finaliza o órgão.
Como o sumiço de Luciani foi descoberto
Luciani era corretora de imóveis e foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Ela morava em Florianópolis. Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário.
O boletim de ocorrência foi registrado apenas no dia 9 de março, após a família desconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, o contato da corretora disse que estava bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.
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Dias depois, em 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani.
Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes.











