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Vigilância epidemiológica

Dose extra da vacina contra o sarampo em SC não substitui as aplicações previstas

Crianças com idades entre seis e 11 meses devem receber uma tríplice viral "extra" para evitar surto no Estado

22/08/2019 - 10h48 - Atualizada em: 22/08/2019 - 12h32

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Por Redação CBN Diário
vacina contra sarampo, rubéola e caxumba
Doses da tríplice viral são distribuídas aos postos de saúde catarinenses
(Foto: )

A aplicação de uma dose extra da vacina tríplice viral em Santa Catarina começa nesta quinta-feira (22) em Santa Catarina. A chamada “dose zero” foi recomendada pelo Ministério da Saúde para todas as crianças com idades entre seis e 11 meses para evitar a propagação do sarampo no Estado, após a confirmação de 15 casos importados.

Um alerta importante: essa dose extra não substitui as demais aplicações já previstas no calendário nacional de vacinação, aos 12 e aos 15 meses de idade, explica a gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado, a DIVE, Lia Quaresma Coimbra. Essa dose zero é aplicada nessa faixa etária porque bebês são mais suscetíveis a casos de sarampo, que pode levar à morte.

— Já é uma vacina de rotina dos 12 meses e 15 meses e a partir de agora vai estar disponível também para bebês de 6 a 11 meses nos municípios de nosso estado e nas salas de vacinas. Essas crianças devem ser imunizadas agora. Mesmo que receba essa dose zero aos 11 meses, a criança deve voltar a ser vacinada aos 12 meses e aos 15 meses — reforça Lia.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa. facilmente transmissível e pode trazer casos muito graves.

— Essa faixa etária é muito suscetível à gravidade da doença — alertou Lia, em entrevista a Mário Motta no Notícia na Manhã desta quinta-feira (22).

A tríplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. As doses são gratuitas e estão disponíveis em todos os postos de saúde do Estado.

— Se faltar em algum posto de saúde, é um problema pontual e será reposto. Recebemos a vacina do Ministério da Saúde e, a partir do Estado, é distribuída pelos municípios — afirma Lia.

A única vacina em falta no Estado atualmente é a pentavalente, com previsão de regularização pelo Ministério da Saúde em setembro.

Foram confirmados no Estado 15 casos importados de sarampo e outros cinco estão sob investigação. O sarampo é uma doença infecciosa aguda e altamente contagiosa. O vírus se espalha facilmente pelo ar através da respiração, tosse ou espirros. Uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para outras 12 que nunca foram expostas ao vírus ou que não tenham se vacinado.

E quanto às demais pessoas? Na dúvida, a dica é procurar um posto de saúde:

— As pessoas que não têm certeza se já tiveram a doença ou que não tem certeza se tomaram, que perderam seu comprovante de vacina, devem procurar um posto de saúde. As pessoas até 29 anos devem ter duas doses da vacina, e dos 30 a 49 anos uma dose da vacina. É importante guardar a carteira de vacinação desde criança até a vida adulta. É um documento.

Para pessoas com 50 anos ou mais, a vacinação é recomendada em caso de viagem a regiões com surto da doença, como São Paulo.

Dos 15 casos que vieram de outros estados, 12 são em Florianópolis. Os primeiros vieram em um navio transatlântico, em fevereiro, e os demais estão relacionados a viagens de São paulo.

Para evitar a propagação, a vigilância epidemiológica de Florianópolis busca frequentadores de uma casa noturna na Lagoa da Conceição. A pessoas suspeita de estar com sarampo teria ido ao John Bull no dia 9 de agosto. Quem esteve lá naquela noite deve entrar em contato com a vigilância de Florianópolis pelo telefones 3212.3910 ou 3212.3907.

Em setembro de 2016, foi emitido certificado de erradicação de sarampo nas Américas, após dois anos seguidos sem casos. Em 2017, aconteceram mil casos, nenhum no Brasil. Em 2018, 10 mil casos no Brasil, com 12 óbitos. Esse surto começou em Roraima, importado pela onda migratória da Venezuela, e agora se espalhou em São Paulo. O problema é o relaxamento na vacinação.

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