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Cadê o pipoqueiro?

Dr. Honesto aumenta a frota em SC e agora tem até bicicleta sem atendente

Projeto ganhou mais um veículo nas últimas semanas, em Rodeio, para angariar fundos a uma casa de apoio

11/05/2022 - 05h32 - Atualizada em: 11/05/2022 - 10h14

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Bike do Dr. Honesto em Rodeio
Bike do Dr. Honesto em Rodeio
(Foto: )

A frota do Doutor Honesto cresceu: agora tem até bicicleta que vende pipoca sem a presença de um atendente em Rodeio, no Médio Vale do Itajaí. A novidade tem pouco mais de duas semanas e já é considerada um sucesso pelo dono do projeto, Renato Lagatta.

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Renato inovou ao deixar um trailer às margens da BR-470 cheio de produtos à venda, mas sem qualquer pessoa para tomar conta do local. 

A ideia nasceu em 2019 e deu tão certo que agora são quatro veículos em Rodeio e Apiúna. O mais novo deles é a bicicleta pintada de verde e amarelo, uma identidade visual adotada pelo Dr. Honesto em todos os pontos de comercialização.

Localizada no bairro Gávea, perto da Cooper, a bicicleta oferece pipocas feitas no dia a R$ 5 e duas formas de pagamento: dinheiro ou PIX. A proposta foi bem aceita pelos moradores, avalia Renato, que já adquiriu um carrinho de pipoca usado para substituir a bicicleta, que deve ir para outro lugar em breve. 

Logo também um novo trailer deve surgir no município, na mesma região. Este, porém, será mais completo, com outros quitutes, tal qual existe na beira da rodovia federal.

> Leia também: Como surgiu a BR-470? Rodovia nasceu do trajeto de mulas e do desejo pelo desenvolvimento

Todo o projeto foi criado e continua de pé com o objetivo angariar fundos para a casa de apoio que atende pessoas em situação de rua, localizada atrás do primeiro ponto de vendas, no Km 85,5.

O Dr. Honesto

Renato já calculou e concluiu que “a gama de honestidade passa de 99%”. Ou seja, é possível ter lucro em um negócio que consiste em acreditar que quem parar e pegar um dos itens ali disponibilizados vai pagar a conta mesmo sem ser cobrado.

No começo, só eram vendidos no trailer pipoca, geleia e pão, tudo feito pela esposa de Renato. Aos poucos, novos produtos foram surgindo, como a famosa cocada de um baiano que se dispôs a ajudar o casal, o café, picolé e biscoito.

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