A obra de dragagem de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, no Norte de Santa Catarina, alcançou 70,3% de execução. A intervenção permitirá a entrada de navios gigantes no Complexo Portuário da região, além de possibilitar a ampliação da faixa de areia da praia de Itapoá. A obra começou em outubro de 2025 e a conclusão está prevista para o segundo semestre de 2026.
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Navios gigantes em SC
Para aumentar a capacidade do Complexo Portuário da Baía Babitonga, entre São Francisco do Sul e Itapoá, a draga Galileo Galilei realiza a retirada de sedimentos do fundo do mar. Até o momento, já foram retirados 5,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos, representando 70% da obra.
Com o aprofundamento do canal de acesso, o Complexo Portuário da Baía Babitonga, entre São Francisco do Sul e Itapoá, poderá receber embarcações de até 366 metros de comprimento, um dos maiores portes em operação no país. Atualmente, o limite do complexo é de 336 metros.
Veja fotos do aprofundamento do canal
A capacidade de carga também deve crescer. Os navios que atracam na região transportam até 10 mil TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. Após a conclusão da obra, esse número poderá chegar a 16 mil TEUs.
Segundo o Porto de São Francisco do Sul, os navios que utilizam o terminal terão economia estimada em R$ 20 milhões por ano com o fim da necessidade de fundeio intermediário. A dragagem criará uma nova rota para a saída de navios, com redução no tempo de deslocamento, com melhora no fluxo marítimo.
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Dois navios poderão operar de forma simultânea, com um entrando pelo canal principal e outro saindo pela nova via, aproveitando a maré alta. Ainda conforme o porto, o local foi utilizado para navegação entre os anos 1960 e 1970, então chamado de “canal da pedra”.
Alargamento de praias em Itapoá
Dos 5,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos já retirados do fundo do mar, 4,1 milhões foram destinados ao engordamento da praia de Itapoá. Mais 1,4 milhão de metros cúbicos foram levados para áreas de descarte marítimo ao longo da costa catarinense.
Ao todo, a obra prevê a remoção de cerca de 12,5 milhões de metros cúbicos de areia. A operação é executada pela draga Galileo Galilei, da empresa belga Jan De Nul, que possui capacidade de cisterna de 18 mil metros cúbicos.
Até o momento, já foram mais de cinco quilômetros de faixa de areia alargadas em Itapoá, representando 56% do total da obra. Serão 8,8 quilômetros engordados até o segundo semestre de 2026.
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Confira imagens do alargamento da praia de Itapoá
É a primeira vez no Brasil, e a segunda no mundo, que os sedimentos de uma dragagem portuária terão como destino o alargamento de uma praia. De acordo com o Porto de São Francisco do Sul, em nível mundial, somente na Austrália houve destinação similar.
Parceria inédita
A obra é realizada pelo Porto de São Francisco do Sul e financiada pelo Porto Itapoá em um modelo inédito no Brasil. O investimento total é de R$ 333 milhões, sendo R$ 33 milhões aportados pelo porto público e R$ 300 milhões pelo terminal privado de Itapoá.
O valor investido pelo Porto Itapoá será devolvido ao longo de uma década, até 2037, por meio do aumento da arrecadação tarifária gerada pelo crescimento no número de navios e no volume de cargas movimentadas após a conclusão da dragagem.









