A obra do aprofundamento do canal da Baía da Babitonga vai possibilitar que o Porto Itapoá receba navios gigantes com carga máxima. A informação confirmada nesta terça-feira (20) promete alavancar o volume de importações.
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Os maiores navios que circulam pela costa brasileira, conforme Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá, têm aproximadamente 336 metros de comprimento. Com o aprofundamento do canal da Baía da Babitonga por meio da dragagem, o calado de profundidade no acesso aos portos passa de 14 para 16 metros. Essa característica, associada à capacidade operacional do Porto Itapoá, vai permitir o atendimento de navios de 366 metros e com carga máxima, que podem navegar no local a partir do novo calado de 16 metros.
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Segundo Arten, esta será uma operação benéfica para a região.
— Traz muitos benefícios para o exportador e importador no frete. (…) Em uma mesma viagem, apesar de ter um consumo maior de energia do navio, consegue-se carregar mais contêineres — explicou em entrevista à CBN Joinville.
A expectativa é que a homologação da dragagem aconteça até o segundo semestre de 2026.
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Acordo abre “corredor” de livre comércio
No último sábado (17) foi assinado um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.
A expectativa é que o porto de Itapoá, que passa por uma expansão de capacidade, possa estreitar o laço comercial com os países europeus. Atualmente, 12% dos dos contêineres que saem para exportação do terminal portuário são destinados ao bloco europeu.
Um dos benefícios do acordo é poder dar mais vazão aos produtos que foram afetados pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos ao longo de 2025.
Ainda segundo o CEO, 19% dos produtos importados pelo porto tem a Europa como origem, como bebidas, alimentos, maquinários e químicos.
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— Se aumenta a exportação, temos a possibilidade muito grande de aumentar a importação. A expectativa é muito boa — afirmou.
Navios gigantes e operação
Até 2029, a expectativa é que o Porto Itapoá duplique seu volume de operação, de acordo com o CEO. Atualmente, 300 mil TEUs — unidade padrão de medida de volume para contêineres no comércio internacional — de importação vêm da União Europeia e cerca de 200 mil são exportados para lá.
Assim, com as novas adequações, o terminal portuário estará completamente pronto para atender a demanda que chega com o acordo entre Mercosul e União Europeia.
Assista à entrevista na CBN Joinville
Errata: O NSC Total divulgou, erroneamente, que o Porto de Itapoá seria o primeiro porto do Brasil a receber navios de 366 metros com carga máxima. No entanto, o Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon) foi o primeiro, em julho de 2024, a receber um navio nessas condições.
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*Sob supervisão de Leandro Ferreira







