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Investigação

Duas pessoas são presas suspeitas de torturar e assassinar idoso em Joinville  

Apuração da DH começou após o corpo ser encontrado parcialmente carbonizado

22/05/2019 - 10h36 - Atualizada em: 22/05/2019 - 17h49

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Gabriela
Por Gabriela Florêncio
Corpo foi encontrado em área de mata no bairro Comasa
Corpo foi encontrado em área de mata no bairro Comasa
(Foto: )

Duas pessoas foram presas temporariamente suspeitas de envolvimento na morte de um idoso em Joinville. O crime aconteceu no sábado, 18 de maio. O corpo de Heli Rodrigues Siqueira, de 64 anos, foi encontrado parcialmente carbonizado e com marcas de tortura. As prisões dos suspeitos foram realizadas pela Delegacia de Homicídios (DH), nesta terça-feira (21), com o apoio da 2º Companhia da Polícia Militar.

A investigação da DH demonstrou que o local onde foi encontrado o corpo, no bairro Comasa, não foi a cena imediata do assassinato. A área foi usada pelos suspeitos somente para deixar o cadáver de Heli após o homicídio. Com base em informações coletadas pela PM depois de abordagens pela região, foi possível encontrar a casa usada pelos suspeitos para torturar e matar a vítima.

Conforme a DH, as apurações confirmaram que o homem foi levado até o imóvel depois de uma emboscada. Na residência, ele foi torturado e depois executado. Além de queimaduras, os pés e as mãos de Heli estavam amarrados, com marcas de tiro na cabeça e o cadáver foi encontrado enrolado em um cobertor, denotando a tortura.

A investigação também indicou que o assassinato aconteceu após a "autorização" de uma facção criminosa que atua no Estado. A proprietária da casa onde aconteceu o crime saiu do sistema prisional há pouco tempo e, no momento do homicídio, utilizava uma tornozeleira eletrônica.

A Polícia Civil continua as investigações para apurar a participação de outras pessoas no crime, inclusive de membros da facção criminosa que deram o "aval" para a execução de Heli. A polícia acredita que pelo menos cinco pessoas estejam envolvidas com o crime.

Os suspeitos presos também serão ouvidos na delegacia para esclarecer a motivação do crime, assim como os laudos periciais no local e no corpo da vítima irão corroborar com o inquérito policial.

Ainda de acordo com a polícia, a vítima não tinha antecedentes criminais por associação criminosa ou tráfico, mas tinha passagens por crimes sexuais cometidos na década de 90.

Quem tiver mais informações sobre a autoria do crime ou quiser colaborar com as investigações poderá ligar para o Disque Denúncias (181) ou enviar mensagens para a página da Delegacia de Homicídios no Facebook. Todas as informações são mantidas em sigilo.

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