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Dupla é condenada por assassinato cometido para encobrir fraude em Itajaí

Homens podem recorrer da sentença em liberdade; caso ocorreu há três anos e meio

18/11/2021 - 19h31

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Talita
Por Talita Catie
Vítima teria descoberto uma fraude e por isso acabou morta
Vítima teria descoberto uma fraude e por isso acabou morta
(Foto: )

Dois homens foram condenados nesta semana pela morte do engenheiro Sérgio Renato Silva, de 64 anos, assassinado a tiros em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, em 2017. O Ministério Público sustenta que a vítima foi morta porque teria descoberto uma fraude na Secretaria de Planejamento Urbano de Balneário Camboriú, onde trabalhava como diretor até semanas antes de ser morto.

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Os dois homens foram condenados por homicídio duplamente qualificado por recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Leandro Ribeiro confessou ter feito os dois disparos e disse ter sido contratado para cometer o crime. Ele foi condenado a 14 anos de cadeia, inicialmente em regime fechado. O segundo sentenciado, Celso Machado, seria o responsável por fazer a negociação entre Leandro e quem encomendou o crime. A pena dele foi de 3 anos e 11 meses de prisão em regime aberto por causa de um acordo de colaboração premiada.

Como ainda cabe recurso e as penas são inferiores a 15 anos de reclusão, a dupla pode recorrer em liberdade. Ao g1, a defesa de Machado informou às 15h desta quinta-feira (18) que analisa a sentença para decidir se entrará ou não com recurso. A defesa de Ribeiro informou que deve se manifestar sobre o caso nesta sexta (19).

Câmeras de segurança próximas à residência da vítima mostram suspeitos
Câmeras de segurança próximas à residência da vítima mostram suspeitos
(Foto: )

Relembre o caso

O crime ocorreu em fevereiro de 2017, em frente à casa da vítima, na Praia Brava, em Itajaí. Sérgio foi chamado no portão por Leandro, que estava na garupa da moto de outro envolvido no homicídio. Ali o engenheiro foi executado.

Sem conseguir elucidar os mandantes do crime e nem a motivação, o caso saiu da Polícia Civil e foi para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em dezembro daquele ano.

- Foi possível apurar que o crime foi praticado a fim de encobrir uma suposta fraude descoberta pelo então diretor da Secretaria de Planejamento Urbano, que teria tido sua assinatura falsificada na concessão de habite-se – aponta o Ministério Público.

O homicídio teria sido encomendado pela autora da falsificação, que ainda aguarda julgamento. 

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