Um homem e uma mulher foram condenados a penas que, somadas, chegam a quase 60 anos de prisão pelo crime de latrocínio. O crime ocorreu na madrugada de 8 de março de 2025, quando a vítima foi roubada e empurrada por um penhasco com mais de 80 metros de altura no Morro dos Conventos, em Araranguá, no Sul de Santa Catarina. Outros dois homens também foram condenados a um ano de reclusão cada um pelo crime de receptação do veículo da vítima.
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Conforme as informações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a vítima, um homem venezuelano, teria sido atraída por uma mulher que, fingindo interesse afetivo, marcou um encontro previamente combinado com outros envolvidos, entre eles três adolescentes. O grupo teria se encontrado com o homem em uma conveniência de Araranguá, onde a mulher apresentou falsamente seus acompanhantes para evitar suspeitas e passou a oferecer bebidas alcoólicas até que a vítima ficasse embriagada.
Vítima foi empurrada de penhasco no Morro dos Conventos
Na sequência, convenceram o homem a levá-los de carro até o Farol do Morro dos Conventos. No local, em uma área isolada próxima ao penhasco, o homem adulto, acompanhado dos adolescentes, anunciou o assalto, roubando as chaves do carro, a carteira e o celular da vítima. Após a recusa em pular, os autores empurraram o homem do penhasco, causando sua morte.
Após o crime, o adulto e os adolescentes deixaram o local com o veículo e os pertences da vítima e reencontraram a mulher que havia atraído o homem. Segundo o MPSC, o grupo permaneceu junto, circulando entre Araranguá e Balneário Arroio do Silva, utilizando o carro roubado.
No dia seguinte, durante a tarde, a mulher e dois adolescentes fugiram para o Rio Grande do Sul com o veículo da vítima, conduzido pelo padrasto dela, que tinha conhecimento da origem ilícita do automóvel. Em São Leopoldo (RS), eles se encontraram com outro homem, que também sabia que o carro era produto de crime e passou a conduzir o veículo, tentando vendê-lo a um desmanche.
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Durante a madrugada de 10 de março, o veículo foi abordado e apreendido pela Brigada Militar, após ser identificado em situação suspeita. Em data posterior, os dois acusados de latrocínio foram presos preventivamente.
Quatro pessoas foram condenadas por envolvimento no crime
Acolhendo os pedidos do Ministério Público, o Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Araranguá condenou a mulher pelos crimes de latrocínio, com agravantes de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de corrupção de menores (três vezes) e fraude processual, pela tentativa de alterar o estado do veículo para dificultar a investigação. A pena aplicada foi de 30 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado.
O outro réu condenado por latrocínio recebeu pena de 27 anos e quatro meses de prisão, também em regime inicial fechado, pelos mesmos agravantes e pelo crime de corrupção de menores. Ambos deverão pagar R$ 20 mil de indenização aos familiares da vítima, seguem presos e tiveram negado o direito de recorrer em liberdade.
Os dois outros adultos envolvidos (o que conduziu o veículo até o Rio Grande do Sul e o que dirigiu o carro em São Leopoldo) foram condenados, cada um, a um ano de reclusão, em regime inicial aberto.
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“As penas aplicadas são reflexo da acentuada gravidade do crime, cometido de forma extremamente cruel, com a precipitação da vítima do alto de um penhasco para satisfazer interesses momentâneos de lucro”, avaliou o promotor de Justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer.
