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    "É uma briga interna que saiu do controle", diz presidente do PSL em SC sobre crise no partido 

    Deputado federal Fabio Schiochet prega tom de conciliação em momento de divisão na legenda, com divulgação de áudio e tentativa de troca de liderança na Câmara 

    18/10/2019 - 13h49 - Atualizada em: 18/10/2019 - 15h45

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    Por Jean Laurindo
    Bolsonaro esteve em Florianópolis na quinta-feira, mas não falou sobre a crise no partido
    Bolsonaro esteve em Florianópolis na quinta-feira, mas não falou sobre a crise no partido
    (Foto: )

    A crise interna vivida pelo PSL com o embate entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da legenda Luciano Bivar provoca reflexos também na ala do partido em Santa Catarina.

    O presidente estadual do PSL-SC, deputado federal Fabio Schiochet, diz que a bancada catarinense do partido fica do lado do presidente, mas tenta adotar um tom de conciliação em meio ao turbilhão vivido pelo partido nos últimos dias.

    – Nunca votei contra um veto contra o presidente, sempre votei a favor dos vetos, das propostas. A gente é base, somos apoio ao Bolsonaro, ao governo. Essa é uma briga interna que aconteceu por (disputa de) espaço e que simplesmente saiu do controle. Temos que reunir os cacos e na semana que vem achar o caminho, definir se fica o líder, se troca o líder – avalia o deputado, que na segunda-feira parte para Brasília e espera se reunir com toda a bancada do partido.

    Na quarta-feira, o nome de Schiochet, assim como do deputado federal catarinense Daniel Freitas (PSL), apareceu na lista do PSL que apoiava a manutenção do deputado Delegado Waldir na liderança da legenda na Câmara.

    Os outros dois deputados federais do PSL eleitos por SC, Caroline de Toni e Coronel Armando, assinaram a lista que apoiava a troca da liderança para o filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro. Caroline e Amando participaram da visita de Jair Bolsonaro a Florianópolis nesta quinta-feira e foram chamados de “leais” pelo presidente na abertura do discurso.

    Schiochet argumenta que não assinou a lista de apoio a Eduardo Bolsonaro porque a relação não foi apresentada a ele e diz não temer que isso abale a relação com o presidente e o governo.

    – O presidente sabe da minha fidelidade a ele, das minhas votações – afirmou, voltando a defender a necessidade de que a bancada se reúna e entre em harmonia na próxima semana.

    Nas redes sociais, o deputado Daniel Freitas publicou um vídeo também informando que não teve o apoio solicitado à lista em favor de Eduardo Bolsonaro. Ele divulga um vídeo em que o próprio Eduardo Bolsonaro afirma que “os deputados que não assinaram a lista, não quer dizer que sejam contra Bolsonaro”.

    Fabio Schiochet preside o PSL em SC
    Fabio Schiochet preside o PSL em SC
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    Schiochet compara a situação a um conflito familiar em que os deputados seriam os filhos, que em uma separação não querem ficar distantes nem do pai, nem da mãe – no caso, Bolsonaro e Bivar. O deputado afirma que o conflito precisa ser resolvido porque atrasa as pautas do governo e pode provocar diferentes impactos políticos.

    – Temos que sentar e conversar. Tem uma eleição municipal batendo na porta, isso atrapalha 2020, pode botar em xeque várias coisas. A construção política do próprio presidente, do governador e dos deputados – avalia.

    Membros do partido se reúnem nesta sexta-feira em uma convenção extraordinária em Brasília. O líder do PSL, deputado Waldir, já anunciou que cinco deputados do partido devem ser punidos.

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