O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou ter atuado como o produtor-executivo do filme “Dark Horse”, sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, que recebeu financiamento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O site Intercept Brasil revelou, nesta sexta-feira, que Eduardo teria trabalhado na função, constatada em um contrato.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro disse que o vínculo foi feito apenas para garantir contrato “com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto”. Para ele, o Intercept “está fazendo um vazamento seletivo, algo criminoso, para tentar assassinar a reputação do Flávio Bolsonaro”, pré-candidato à Presidência.
— Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. Esse contrato permitiu manter o diretor por dois anos, assumindo eu, pessoalmente, todos os riscos — afirmou.
Veja fotos sobre o filme Dark Horse, biografia de Bolsonaro
Vínculo terminou com a chegada de um investidor, segundo Eduardo Bolsonaro
Segundo ele, o vínculo foi mantido por mais dois anos e, ao se aproximar do fim do contrato, “surgiu a possibilidade de um grande investidor vir a nos ajudar a fazer o filme, que depois acabaram sendo vários investidores”.
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Depois disso, Eduardo Bolsonaro disse que deixou a função de diretor-executivo, como previsto no contrato, e passou a ser “detentor dos direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme”.
— Desta forma, não haveria a necessidade de qualquer ação judicial posterior da minha parte — destacou.
Veja o vídeo
Intercept, vocês são VAGABUNDOS!
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) May 15, 2026
NÃO EXISTE DINHEIRO DO VORCARO PARA MIM, LARGUEM DE SER MENTIROSOS!
E ainda botam no título da matéria: “o homem da grana”. Vocês são a escória do jornalismo.
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O documento mostrado na reportagem do Intercept Brasil é um contrato que coloca a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como produtora do filme, e os então deputados Eduardo Bolsonaro e Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos da obra.
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A atividade permite a atuação no controle do orçamento e de gestão financeira de produções audiovisuais. Não há informações, no entanto, sobre quem efetivamente atuou nas decisões sobre captação e aplicação de recursos voltados ao filme. O documento teria sido assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro, em 30 de janeiro de 2024.






