O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou como “imaturidade” a postura da madrasta Michelle Bolsonaro de gravar um vídeo com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência a República.
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Eduardo afirmou que não pretende mais comentar o episódio da crise com a madrasta, mas ressaltou que ele “não poderia ter feito” o vídeo com críticas a Flávio.
— Foi uma imaturidade da Michelle, ela jamais poderia ter feito aquele vídeo. Eu não vou mais comentar para não dar pano para a manga, acho que internamente é que a gente resolve esse tipo de coisa — afirmou, em entrevista ao portal Metrópoles.
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O filho 03 de Bolsonaro, no entanto, minimizou o efeito do vídeo de Michelle sobre a pré-campanha de Flávio. Ele citou manifestações de políticos aliados de partidos do Centro, como União Brasil e Progressistas, como um sinal de que eles esperam uma eleição “mais à direita” em 2026.
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— A disputa por essa vaga mais à direita [nas eleições] vai acontecer, ela é natural, mas o Flávio já se recupera daquela oscilação para baixo que ele teve principalmente com relação ao Dark Horse, não com relação ao [caso] da Michelle, e acho que a gente vai chegar cada vez mais com mais pessoas apoiando a campanha do Flávio — incentivou o irmão.
Vídeo de Michelle abriu nova crise na pré-campanha de Flávio
O vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, publicado no início do mês passado, abriu uma segunda crise na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, que na ocasião se recuperava do impacto das notícias citando o pedido de financiamento feito por ele ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
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Michelle reclamou de ter sido maltratada por Flávio em um telefonema e criticou também a dificuldade de conseguir fazer valer indicações de candidatas mulheres do PL para as eleições deste ano. O estopim foi o cenário do Ceará, em que o partido teria negado uma candidatura ao Senado à aliada Priscila Costa, mas no vídeo Michelle chegou a citar também o caso da catarinense Carol de Toni como um dos episódios em que Michelle teria tido dificuldade de fazer uma indicação.
Nas semanas seguintes, Flávio tentou contornar a crise, participou de eventos com mulheres do partido e anunciou projetos voltados ao eleitorado feminino, na busca de conter o impacto na campanha.
A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência será lançada oficialmente na convenção nacional do PL, neste sábado (25), no Pacaembu, em São Paulo.
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