A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) citou o caso da deputada federal catarinense Carol de Toni para explicar os motivos das divergências entre ela e o enteado Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente do partido. O nome da parlamentar de Santa Catarina é mencionado no contexto das candidaturas femininas defendidas por Michelle e das dificuldades que ela encontra na legenda para garantir espaço às mulheres.

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O racha que levou Michelle Bolsonaro a publicar o vídeo sobre Flávio foi causado por uma divergência do partido no Ceará. Michelle defende o apoio à pré-candidatura a governador do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que permitiria a candidatura da vereadora de Fortaleza e aliada Priscila Costa (PL-CE) ao Senado.

O grupo de Flávio, no entanto, estaria defendendo o apoio ao ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que poderia dar ao PL apenas uma vaga na corrida ao Senado, retirando o nome de Priscila da disputa. Em caso de vaga única, o partido deve indicar o pastor Alcides Fernandes (PL), pai do deputado federal e liderança estadual do partido, André Fernandes.

Michelle citou o caso de Carol de Toni ao explicar o trabalho de engajamento feminino que fez por meio do PL Mulher desde 2023, a pedido de Valdemar Costa Neto e do próprio Jair Bolsonaro. No entanto, nas definições do partido até agora, a ex-primeira-dama afirmou estar enfrentando dificuldade para conseguir ter candidatas mulheres, e incluiu a situação da catarinense Carol de Toni.

— Em 2026, serão 54 vagas para o Senado Federal. Em comparação, se aplicarmos a regra dos 30% para candidaturas femininas, teríamos direito a 17 vagas para mulheres no partido. Eu pedi apenas três: Priscila Costa (CE), Carol de Toni (SC) e Bia Kicis (DF). Apenas três nomes de 17 que poderíamos ter. E tem sido uma batalha diária para manter essas três. Isso é muito desgastante. Em especial neste momento que meu marido e eu estamos enfrentando — desabafou Michelle no vídeo.

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Veja fotos dos pré-candidatos a presidente em 2026

Carol teve pré-candidatura confirmada após disputa interna

Carol de Toni já foi anunciada pelo PL como pré-candidata ao Senado em chapa ao lado do filho do ex-presidente, o ex-vereador fluminense Carlos Bolsonaro (PL). No entanto, a hoje deputada catarinense travou uma longa luta interna no partido para conseguir manter a pré-candidatura a senadora.

Inicialmente, após Carlos Bolsonaro anunciar a mudança de domicílio eleitoral para concorrer a senador por SC, o partido indicou que a segunda vaga poderia ficar com o senador Esperidião Amin (PP), como tentativa de tentar garantir apoio da legenda ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello.

O nome de Carol de Toni só foi confirmado após ameaças de saída da deputada do partido e pressão de lideranças estaduais e nacionais em favor da deputada. Michelle Bolsonaro foi uma das principais lideranças do PL que saiu em defesa de Carol de Toni ao longo de toda a disputa interna.

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Impasse no Ceará, acordo em SC

Enquanto no Ceará o impasse ainda permanece, gerando uma nova crise para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro em razão da divergência pública com a ex-primeira-dama, em SC a situação foi resolvida ainda em março deste ano. Na ocasião, o próprio Flávio Bolsonaro anunciou um acordo para que o partido lançasse chapa pura, com Carlos Bolsonaro e Carol de Toni nas duas vagas ao Senado.

No início de maio, Carol participou do evento oficial de lançamento das pré-candidaturas do PL em SC ao lado de Flávio Bolsonaro, posando para fotos e discursando como pré-canididata ao Senado ao lado de Flávio.