O vídeo do pequeno catarinense Caio mostrando o que aprendeu em uma palestra sobre educação sexual já ultrapassou os 5,5 milhões de visualizações na internet. A repercussão deixou a família do garoto de apenas sete anos feliz.

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A mãe, que mora em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí, conta que sempre tratou do assunto em casa, e vê no exemplo do filho uma oportunidade de levar conhecimento a outras crianças e também para quebrar tabus.

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— [O vídeo] foi importante para entenderem que educação sexual na escola é isso. Não é ensinar sexo. Eu fico feliz que foi meu filho a ir lá na frente [da turma] falar, porque sei que muitos alunos não conversam sobre isso em casa — Tatiana Kloth Gubler.

No vídeo que viralizou, Caio aparece na sala de aula participando de uma atividade onde as crianças dizem em quais partes do corpo outras pessoas podem tocar. Quem comanda a atividade é pedagoga com 20 anos de experiência Shirlei Silva, logo após lecionar um trabalho sobre educação sexual.

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Ela e a turma inteira do segundo ano ouviram em alto bom tom de Caio: “Não mexe nas minhas partes íntimas”. O episódio ocorreu há cerca de um mês na Escola de Educação Básica Walmor Ribeiro, em Ibirama.

— Eu achei o máximo, porque a gente sempre ensina bastante, deixamos claro que ninguém pode não tocar neles e nem eles, principalmente por serem meninos, não podem tocar em ninguém — afirma.

Veja depoimento da mãe de Caio e do próprio garoto

O projeto que Caio participou foi contratado pela Secretaria de Assistência Social de Ibirama e pelo Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes, com recursos do Fundo da Infância e da Adolescência (FIA). Mais de 4 mil alunos, das redes pública e privada, receberam alguma atividade da Oficina de Prevenção ao Abuso Exploração Sexual Infantojuvenil e o impacto foi direto.

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