A influência do El Niño começa a se refletir de forma mais intensa no tempo em Santa Catarina, com a chegada de uma frente fria que deve provocar temporais e rajadas de vento de até 100 km/h entre este domingo (19) e a próxima semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo para vendavais, enquanto a Defesa Civil estadual prevê uma sequência de instabilidades até quarta-feira (22), com risco moderado para alagamentos, enxurradas, queda de árvores, danos à rede elétrica e destelhamentos.

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O aviso mais severo do Inmet está em vigor até as 23h59min deste domingo e abrange as regiões Serrana, Oeste, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Norte e Sul catarinense. A previsão indica ventos entre 60 km/h e 100 km/h, com potencial para queda de árvores, destelhamentos e danos em edificações e plantações.

Além disso, o órgão mantém um alerta de perigo potencial para tempestades válido até o fim de segunda-feira (20), com previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros no dia, ventos de até 60 km/h e possibilidade de queda de granizo. O aviso contempla principalmente o Oeste, Serra e Sul do Estado.

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Outro alerta de vendaval, também de perigo potencial, entra em vigor na segunda-feira, com previsão de rajadas entre 40 km/h e 60 km/h em praticamente todas as regiões catarinenses.

El Niño tem primeira influência direta no clima de SC

Segundo a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, a mudança no tempo ocorre devido ao avanço de uma frente fria pelo Sul do Brasil. As primeiras instabilidades devem atingir as áreas de divisa com o Rio Grande do Sul na noite de segunda-feira, mas é entre terça (21) e quarta-feira (22) que os temporais ganham força, com condições para chuva intensa, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo.

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A Defesa Civil ressalta que este é o primeiro período de instabilidade com influência direta do El Niño desde a confirmação do fenômeno em junho. Embora um único evento não possa ser atribuído exclusivamente ao aquecimento das águas do Pacífico, os meteorologistas afirmam que o cenário já apresenta características típicas do fenômeno, que favorece temperaturas acima da média e aumenta a frequência de episódios de chuva intensa no Sul do Brasil.

O El Niño em 10 passos

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Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, o El Niño tem 81% de chances de atingir a categoria “super” ainda em 2026 e pode ser o El Niño mais intenso desde 1950, quando começaram as medições do fenômeno, segundo atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) de 9 de julho.

Quais os efeitos esperados no restante do Brasil

No Brasil, segundo um boletim publicado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em 29 de junho, a tendência é de chuvas acima da média na Região Sul e precipitações abaixo da média em parte do Norte e do Nordeste.

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Segundo o instituto, a pecuária deve ser uma das atividades mais afetadas no Centro-Oeste e no Norte pela redução da disponibilidade de água para as pastagens. Já no Sul, o excesso de chuva pode favorecer culturas de inverno, mas também aumenta o risco de doenças e perdas em lavouras.