Luciani Aparecida Estivalet Freitas, corretora de imóveis morta e esquartejada em Florianópolis, havia conversado com o irmão e relatado decepção com uma das suspeitas de praticar o crime meses antes do caso acontecer, segundo o g1. A corretora foi encontrada morta sete dias após desaparecer.
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Luciani relatou ao irmão, por meio de mensagens, que estava decepcionada com a administradora do conjunto residencial onde morava.
“Achei que a dona do residencial era minha amiga, mas ela me decepcionou”, escreveu em uma mensagem enviada ao irmão, em novembro de 2025. Na conversa, Luciani afirmou ainda que não iria mais “confiar cegamente”
Segundo o g1, Matheus Estivalet Freitas, o irmão da vítima, disse não saber o que levou a irmã a fazer o comentário, mas afirmou que muitas pessoas se aproveitavam dela. “Ela confiava demais nas pessoas”, disse.
A dona do residencial foi presa preventivamente na quinta-feira (12) pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da vítima. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março.
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Outro casal, formado por um homem de 27 anos e uma mulher de 30 anos, também foi preso suspeito de participação no assassinato.
Quem era Luciani
Luciani era natural de Alegrete, no Rio Grande do Sul, a corretora de imóveis foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Ela morava em Florianópolis. Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário:
— Ela nem um momento entrou em contato com a nossa mãe, tava reclusa nos grupos e a minha irmã mandou uma mensagem para ela e começou a ligar porque minha irmã achou estranho. E aí ela mandou a mesma coisa para mim “correria aqui” e mandou uma figurinha, energias positivas. A minha irmã nunca foi de mandar a figurinha e nem aqueles emoji. Ou ela manda um áudio ou ela escreve e manda digitado.
O boletim de ocorrência foi registrado apenas na segunda-feira (9), após a família desconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, o contato da corretora disse que estava bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.
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Dias depois, em 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani.
Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes. O caso é investigado como latrocínio, com roubo seguido de morte.







