Em meio às movimentações para as eleições de 2026, com governadores deixando cargos para disputar a Presidência da República e o Senado, o cenário político nos estados já começa a se redesenhar antes mesmo do início oficial da campanha.
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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), está entre os chefes de Executivo que não deixarão o cargo e vão tentar a reeleição em 2026, regra que também vale para outros nove governadores e para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A legislação eleitoral permite que candidatos à reeleição permaneçam no posto, diferentemente daqueles que pretendem concorrer a outros cargos. (Veja quem são eles abaixo)
Os pré-candidatos ao governo de SC
Além de Jorginho, também podem tentar um novo mandato sem renunciar os governadores de:
- Amapá (Clécio Luís);
- Bahia (Jerônimo Rodrigues);
- Ceará (Elmano de Freitas);
- Mato Grosso do Sul (Eduardo Riedel);
- Pernambuco (Raquel Lyra);
- Piauí (Rafael Fonteles);
- São Paulo (Tarcísio de Freitas);
- Sergipe (Fábio Mitidieri).
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Ao menos 11 governadores e 10 prefeitos já renunciaram os cargos
Já em outros estados, o cenário é diferente. Ao todo, 11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram aos cargos para disputar outras funções nas eleições deste ano, conforme levantamento do g1.
O prazo de desincompatibilização terminou na noite de sábado (4), a seis meses do primeiro turno. A regra vale para ocupantes de cargos no Executivo e busca evitar o uso da máquina pública em campanhas.
Entre os governadores que deixaram os cargos, dois são pré-candidatos à Presidência da República, Romeu Zema e Ronaldo Caiado — e oito devem disputar o Senado, que renovará 54 das 81 cadeiras.
Veja os governadores que renunciaram aos cargos para concorrer a outros
- Acre: Gladson Cameli (PP)
- Amazonas: Wilson Lima (União)
- Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
- Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
- Goiás: Ronaldo Caiado (PSD)
- Mato Grosso: Mauro Mendes (União)
- Minas Gerais: Romeu Zema (Novo)
- Pará: Helder Barbalho (MDB)
- Paraíba: João Azevêdo (PSB)
- Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
- Roraima: Antonio Denarium (Republicanos)
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Quando o governador deixa o cargo, o vice assume e pode disputar um novo mandato, o que deve ocorrer na maioria dos estados.
No Rio de Janeiro, porém, há uma situação diferente: como Cláudio Castro estava sem vice, será realizada uma eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se a escolha será direta, com participação dos eleitores, ou indireta, feita pelos deputados estaduais.
É importante esclarecer que a renúncia não garante a candidatura, ela é apenas uma exigência legal. A oficialização ocorrerá em agosto, após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Há, ainda, governadores que vão concluir seus mandatos e optaram por não disputar a eleição. São eles:
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- Alagoas: Paulo Dantas (MDB)
- Maranhão: Carlos Brandão (sem partido)
- Paraná: Ratinho Junior (PSD)
- Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT)
- Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSD)
- Rondônia: Marcos Rocha (PSD)
- Tocantins: Wanderlei Barbosa (Republicanos)
Eduardo Leite pretendia disputar a Presidência, mas perdeu espaço dentro do PSD para Ronaldo Caiado. Já Fátima Bezerra teve planos frustrados de concorrer ao Senado após o vice, Walter Alves, recusar assumir o governo.
Prefeitos com planos eleitorais
Entre os prefeitos de capitais, os que renunciaram devem disputar governos estaduais. A lista inclui nomes como Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, João Campos, do Recife, e João Henrique Caldas (JHC), de Maceió. Veja na íntegra:
- Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro
- Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória
- João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife
- Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís
- Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa
- David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus
- Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá
- Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco
- Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista
- João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió
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Saiba mais sobre os governadores e prefeitos que serão candidatos
Governadores
Acre: Gladson Cameli (PP)
Comunicou a renúncia em 24 de março, válida a partir de 2 de abril. No cargo desde 2019, não pode disputar reeleição e deve tentar o Senado. A vice Mailza Assis assumiu.
Amazonas: Wilson Lima (União Brasil)
Renunciou no último minuto do prazo, sem anúncio prévio. Não informou o cargo que pretende disputar. O vice também deixou o cargo, e o presidente da Assembleia assumiu.
Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
Deixou o governo para disputar o Senado. A vice Celina Leão assumiu e deve concorrer ao governo.
Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
Saiu para disputar o Senado. O vice Ricardo Ferraço assumiu e deve concorrer ao governo.
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Goiás: Ronaldo Caiado (PSD)
Pré-candidato à Presidência, renunciou e passou o cargo ao vice Daniel Vilela.
Mato Grosso: Mauro Mendes (União Brasil)
Renunciou para disputar o Senado. O vice Otaviano Pivetta assumiu.
Minas Gerais: Romeu Zema (Novo)
Pré-candidato à Presidência, deixou o cargo e passou ao vice Mateus Simões.
Pará: Helder Barbalho (MDB)
Renunciou para disputar o Senado. A vice Hana Ghassan assumiu.
Paraíba: João Azevêdo (PSB)
Deixou o cargo para disputar o Senado. O vice Lucas Ribeiro assumiu.
Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
Renunciou e foi declarado inelegível pelo TSE. O estado terá eleição para mandato-tampão.
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Roraima: Antonio Denarium (Republicanos)
Saiu para disputar o Senado. O sucessor também responde a processo de cassação.
Prefeitos de capitais
Eduardo Paes (PSD), Rio de Janeiro
Renunciou para disputar o governo estadual, contrariando promessa de campanha.
Lorenzo Pazolini (Republicanos), Vitória
Deixou o cargo para disputar o governo do Espírito Santo.
João Campos (PSB), Recife
Saiu para concorrer ao governo de Pernambuco.
Eduardo Braide (PSD), São Luís
Anunciou candidatura ao governo do Maranhão.
Cícero Lucena (MDB), João Pessoa
Renunciou para disputar o governo da Paraíba.
David Almeida (Avante), Manaus
Deixou a prefeitura para concorrer ao governo do Amazonas.
Dr. Furlan, Macapá
Renunciou após afastamento por suspeita de fraude e anunciou pré-candidatura.
Tião Bocalom (PSDB), Rio Branco
Saiu para disputar o governo do Acre.
Arthur Henrique (PL), Boa Vista
Renunciou, mas ainda não definiu qual cargo disputará.
João Henrique Caldas (PSDB), Maceió
Deixou o cargo no último dia do prazo e ainda não anunciou candidatura.
*Com informações do g1






