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    Embaixador de Israel rebate críticas sobre atuação em Brumadinho e cita ciúmes

    Equipe da Força de Defesa de Israel começou a atuar no local do rompimento da barragem em Minas Gerais nesta segunda-feira

    28/01/2019 - 19h11

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    Por Folhapress
    Brumadinho, em Minas Gerais
    (Foto: )

    Após críticas do comandante das operações de resgate em Brumadinho aos equipamentos israelenses usados para buscar vítimas da tragédia, o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, afirma que há pessoas com ciúmes e que a missão do país já encontrou cinco corpos em poucas horas de atuação. Nesta segunda-feira (28), somente dois resgates haviam sido contabilizados oficialmente.

    — Israel tem todo o equipamento necessário para salvar vidas, inclusive para mergulhar na lama. Essa notícia que saiu hoje é fake news — disse.

    Mais cedo, o tenente-coronel Eduardo Ângelo afirmou que o "imagiador" que os israelenses têm pegam corpos quentes, e todos os corpos já estariam frios a essa altura.

    — Então esse já é um equipamento ineficiente. Dos equipamentos que eles trouxeram, nenhum se aplica a esse tipo de desastre — avaliou.

    A barragem da mineradora Vale se rompeu na sexta-feira (25) em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. A lama de rejeitos invadiu parte da cidade, deixando dezenas de mortos e centenas de desaparecidos.

    A equipe da Força de Defesa de Israel (FDI) trouxe ao país um sistema de localização de sinal de celular e estratégias de resgate com cordas e construção de bases para operações na água, além de drones.

    — Vamos deixar de lado as pessoas que querem brigar. Nós faremos o trabalho que é preciso fazer e os resultados virão ao longo dos próximos dias. Nossas ações mostram a grande cooperação e o grande coração de Israel. Não precisamos escutar as pessoas que estão com ciúmes. Fazemos tudo com o coração — afirmou. — Em outros países recebemos só elogios, como no México, nas Filipinas. Quem estiver frustrado com a melhora no relacionamento entre Israel e Brasil que se acostume e "engula o chapéu".

    A delegação israelense que chegou neste domingo (27) a Minas Gerais tem cerca de 130 soldados e oficiais reservistas, entre eles especialistas em engenharia, médicos e pessoal de resgate, além de soldados da Unidade Canina Oketz (picada, em hebraico), bombeiros da Brigada de Incêndio Lehava (chama) e membros da unidade submarina da Marinha. Ela é chefiada pelo comandante da Unidade Nacional de Resgate, o coronel (Res.) Golan Vach.

    A brigada é conhecida pela mobilização rápida, pesquisa de engenharia de edifícios, pelas provisões de assistência médica e uso de equipamentos tecnológicos.

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