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Empresa envolvida em acidente com Boechat não podia transportar passageiros 

Acidente envolvendo helicóptero da empresa vitimou duas pessoas, entre elas o jornalista Ricardo Boechat

11/02/2019 - 18h41 - Atualizada em: 11/02/2019 - 19h11

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Por Folhapress
A aeronave caiu em um trecho do Rodoanel que dá acesso à rodovia Anhanguera, na zona oeste da capital paulista.
(Foto: )

A empresa RQ Serviços Aéreos Especializados LTDA, dona do helicóptero de matrícula PT-HPG, que caiu nesta segunda-feira (11) no acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat, 66, não estava autorizada a fazer o serviço de táxi aéreo, ou seja, a transportar passageiros, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A empresa estava certificada para prestar Serviços Aéreos Especializados (SAE), que incluem aerofotografia, aeroreportagem, aerofilmagem.

"Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada. Tendo em vista essas informações, a Anac abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente", afirmou a Anac, em nota.

A agência informou que o helicóptero estava em situação regular, com "Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023, e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até maio de 2019".

A aeronave, da fabricante Bell Helicopter, era pilotada por Ronaldo Quatrucci, que também morreu no acidente. Segundo a Anac, as licenças e habilitações do piloto estavam válidas.

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