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    Acidente

    Jornalista Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero em São Paulo

    Acidente aconteceu na manhã desta segunda-feira (11) no Rodoanel

    11/02/2019 - 13h54 - Atualizada em: 11/02/2019 - 23h36

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    Por Folhapress
    Ricardo Boechat
    Ricardo Boechat
    (Foto: )

    O jornalista Ricardo Boechat, 66 anos, morreu após a queda de um helicóptero em São Paulo no fim da manhã desta segunda-feira (11). O acidente também vitimou o piloto da aeronave, Ronaldo Quattrucci, 56. Os corpos das vítimas foram carbonizados após a aeronave pegar fogo.

    Conforme o apresentador José Luiz Datena, Boechat retornava a São Paulo após palestra em Campinas.

    O corpo do jornalista será velado a partir das 22h desta segunda-feira no Museu da Imagem e do Som (MIS), no bairro Jardim Europa, na capital paulista. O local estará aberto ao público.

    Boechat trabalhava no Grupo Bandeirantes de Comunicação, apresentando dois programas diários, A Notícia com Ricardo Boechat, um matinal na rádio BandNews FM, e o Jornal da Band à noite, na TV Bandeirantes. Ele tinha também uma coluna na revista semanal Istoé.

    Na manhã desta segunda, Boechat falou em seu programa matinal no rádio sobre a sucessão de tragédias no país, como o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), e o incêndio no Centro de Treinamento (CT) do Flamengo, o Ninho do Urubu (RJ).

    O jornalista estava em Campinas palestrando a convite de uma farmacêutica, Libbs, em uma convenção anual de vendas da empresa. Apesar disso, a Libbs não confirma o fretamento da aeronave.

    A farmacêutica informa que o caso está em averiguação, e diz em nota lamentar profundamente o ocorrido.

    "Durante 40 minutos ele esteve conosco em um bate-papo no qual imprimiu seu estilo, sempre autêntico e verdadeiro", diz a nota.

    O evento, no Royal Campinas, ​​ainda teria um show nesta segunda. A programação foi cancelada após a confirmação do acidente. ​

    Queda helicóptero mata jornalista Ricardo Boechat em São Paulo
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    Grupo Bandeirantes lamenta morte de Boechat

    Em nota, o Grupo Bandeirantes, disse lamentar "o súbito falecimento do jornalista" que "além de um profissional muitíssimo conceituado, premiado e admirado, o Brasil perde um grande homem, pai de seis filhos, avô e amado esposo. Estamos todos, funcionários e colaboradores, muito tristes e abalados com esta trágica notícia."

    "O jornalismo e o Brasil perderam hoje uma referência insubstituível. E nós, do Grupo Band, perdemos um amigo e profissional que jamais esqueceremos", disse, em nota, João Carlos Saad, presidente do Grupo Bandeirantes.

    Ricardo Boechat era filho do diplomata Ricardo Eugênio Boechat e nasceu no dia 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. Na época, o pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina. O jornalista teve passagem pelo O Globo, O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil e O Dia.

    Na década de 1990 chegou a ter uma coluna diária no Bom Dia Brasil, jornal matutino da TV Globo. Boechat é ganhador de três prêmios Esso de jornalismo. É também o maior ganhador do Prêmio Comunique-se.

    Ele era casado com Veruska Boechat e deixa seis filhos. Beatriz, 40, Rafael, 38, Paula, 36, e Patricia, 29​​, de seu primeiro casamento com Claudia Costa de Andrade, e Valentina, 12 e Catarina, 10, do casamento com Veruska.

    Queda do helicóptero ocorreu em rodovia de SP
    Queda do helicóptero ocorreu em rodovia de SP
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    Autoridades investigam causas do acidente

    Segundo testemunhas relataram ao Corpo de Bombeiros, a aeronave Bell Jet Ranger, um modelo de 1975, tentou fazer um pouso de emergência em uma alça de acesso do Rodoanel à Avenida Anhanguera, na altura do quilômetro 7, sentido Castelo Branco, próximo a um pedágio — local das vias com menos fluxo de veículos.

    Na descida, no entanto, ela se chocou com um caminhão que tinha acabado de sair do pedágio, na faixa do Sem Parar (pedágio expresso). Não se sabe ainda qual o problema que a aeronave apresentou, mas foi a colisão que fez o helicóptero pegar fogo.

    O motorista do caminhão foi socorrido e teve ferimentos leves, segundo a Polícia Militar (PM).

    Além de Boechat, o outro ocupante da aeronave é o piloto Ronaldo Quattrucci, 56, que também morreu no local, segundo informações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Quattrucci tinha dois filhos.

    De acordo com a Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe), o piloto tinha experiência de quase duas décadas como comandante e "seguiu à risca as doutrinas de segurança até o último momento, na tentativa de preservar a vida da tripulação a bordo do helicóptero".

    Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a empresa RQ Serviços Aéreos Especializados LTDA, dona do helicóptero, não estava autorizada a fazer o serviço de táxi aéreo, ou seja, a transportar passageiros de forma remunerada.

    A empresa estava certificada apenas para prestar Serviços Aéreos Especializados, que incluem aerofotografia, aeroreportagem, aerofilmagem.

    "Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada. Tendo em vista essas informações, a Anac abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente", afirmou a Anac, em nota.

    O caso está sendo apresentado ao 46º Distrito Policial (Perus) e os corpos foram levados ao Núcleo de Antropologia do Instituto Médico Legal (IML) Centro.

    Foram feitas interdições parciais nas pistas do Rodoanel sentido Perus e da Anhanguera sentido Jundiaí. A concessionária CCR Rodoanel, que administra o trecho oeste do Rodoanel, informa que os motoristas que vão ao interior têm como opção acessar a Anhanguera sentido São Paulo e pegar um retorno no quilômetro 18 para seguir sentido Jundiaí.

    Pelas redes sociais, jornalistas, políticos e celebridades lamentaram a morte de Boechat. A maior parte das referências lembrou o estilo crítico e firme do jornalista.

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