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Empresário é preso por suspeita de estuprar e dopar jovem em SC

Crime ocorreu em 2019, em Florianópolis; homem também teria filmado a prática sexual

23/06/2022 - 20h34 - Atualizada em: 24/06/2022 - 06h02

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Luana
Por Luana Amorim
Gabriela
Por Gabriela Ferrarez
Investigação foi feita pela Polícia Civil de SC
Investigação foi feita pela Polícia Civil de SC
(Foto: )

Um empresário de Santa Catarina foi preso preventivamente nesta quinta-feira (23), em São Paulo, suspeito de estuprar e drogar uma jovem em Florianópolis. O crime teria ocorrido em 2019, no Norte da Ilha. 

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De acordo com o processo, ao qual o Diário Catarinense teve acesso, o pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) porque havia a suspeita de que André Luis Galle Dal Pra estaria tentando coagir uma das testemunhas do caso. A socilitação foi aceita no último dia 17 pelo juiz Rafael Bruning, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Florianópolis, e o mandado de prisão foi cumprido nesta quinta. 

André é suspeito de praticar crimes de estupro de vulnerável (já que a vítima estava dopada), além de registrar e compartilhar imagens do ato sexual sem o consentimento da jovem, que tinha 20 anos na época do crime. Segundo o MP, Dal Pra teria colocado um comprimido de MDA em uma taça de vinho e servido à vítima, depois, a estuprou e divulgou imagens da prática sexual. 

"Como se vê, como a cristalinidade da água que brota da rocha, além da gravidade concreta do espúrio crime praticado – no qual o réu ardilosamente drogou a vítima com substâncias inseridas ardilosamente na taça de vinho (incluído anfetamina MDA) para depois desta se aproveitar sexualmente –, não sobejam dúvidas de que, além de filmar a intimidade dos atos sexuais delituosos, divulgou de forma covarde cenas sexuais registras após dopar a vítima", escreveu o promotor Affonso Ghizzo Neto nos autos do processo ao pedir prisão preventiva do réu, em 14 de junho.

O documento traz ainda um print de uma conversa do réu com uma testemunha. Ele tenta coagir a pessoa para confirmar a versão dele dos fatos. "Como se observa da análise das conversas extraídas e documentadas em ata notarial, o réu se julga 'acima do bem e do mal', ignorando a ação da Justiça buscando 'manipular' e coagir testemunhas, ao indicar o que poderia ser perguntado durante a instrução criminal, objetivando, obviamente, montar uma estratégia de defesa, visando alterar a verdade sobre os fatos", disse o promotor.

De acordo com a advogada de defesa da vítima, Bruna dos Anjos, por conta do crime, a jovem teve que mudar de cidade. 

A prisão do homem ocorreu nesta quinta-feira, em São Paulo. De acordo com o advogado de defesa do réu, Osvaldo Duncke, ele deve passar por uma audiência de custódia nesta sexta-feira (24). Como o caso está em segredo de justiça. Duncke disse que não irá comentar o caso. 

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