A chuva persistente que atinge o Rio Grande do Sul desde a segunda-feira (29) faz com que o Estado gaúcho viva uma das suas piores tragédias climáticas dos últimos tempos. O governo já decretou calamidade pública e 32 pessoas já perderam a vida, além de dezenas de desaparecidos em meio às ocorrências.

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Meteorologistas ouvidos pelo g1 explicam que as ocorrências catastróficas registradas nos últimos dias são resultado de pelo menos três fenômenos que afetam a região:

  • Um cavado, que é uma corrente intensa de vento, agiu sobre a região, o que fez com que o tempo ficasse instável;
  • Isso se somou a um corredor de umidade vindo da Amazônia, que aumentou a força da chuva;
  • O cenário foi agravado ainda mais por um bloqueio atmosférico, reflexo da onda de calor, que fez com que o centro do país ficasse seco e quente, deixando a chuva concentrada nos extremos.

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Conforme explica o g1, essa condição climática começou no dia 26 de abril, quando o quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de tempestades para o Estado gaúcho. A previsão é de mais chuva e a tendência é que a situação piore.

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— O cenário era instável na região há alguns dias, mas a soma desses fatores fez intensificar a chuva. O que acontece é que tivemos várias frentes frias que não conseguiram se dissipar para outras regiões por causa do bloqueio atmosférico e, com isso, elas passaram a agir sobre todo o Rio Grande do Sul — disse  Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo, ao g1.

O meteorologista explicou, ainda, que as mudanças climáticas impactam nessas ocorrências porque o calor da Terra e dos oceanos afetam a atmosfera e fazem com que os eventos tenham mais força. E o Sul do país tem condições que favorecem as tempestades nesta época do ano.

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Situação do Rio Grande do Sul

A chuva que não dá trégua desde a segunda-feira já deixou 32 pessoas mortas, 60 desaparecidas e cerca de 15 mil fora de casa, entre desabrigados e desalojados, conforme o último boletim da Defesa Civil.

A previsão mostra que as chuvas intensas devem permanecer até sábado (4), com acumulados que podem chegar até 400 milímetros e que pode se somar aos 300 mm de chuva registrados nos últimos quatro dias.

Além da chuva intensa, que deixa o solo encharcado e traz riscos de deslizamentos, o g1 cita que o RS ainda pode passar por uma microexplosão atmosférica, que ocorre em cenários de tempestades. A forte corrente de ar que se forma pode ocasionar ventos que passam dos 100 km/h.

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