Uma “nuvem gigante” cortou o céu da Grande Florianópolis na manhã de terça-feira (1º) e chamou atenção. A nuvem atravessou o país e foi até metade do Atlântico, sendo que uma das bordas acabou cruzando lentamente a capital catarinense.

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Segundo o professor e meteorologista, Michel Angillo Saad, a nuvem é uma formação “bem atípica”, de duas massas de ar — uma mais fria e outra mais quente — que se cruzam. A umidade do ar quente se condensa ao tocar o ar frio e forma uma camada de nuvens cinzentas e baixas, que cobrem o céu como um “lençol”.

De acordo com o professor, mesmo que atípica, a “nuvem gigante” é um fenômeno normal e natural da atmosfera.

Veja fotos da “nuvem gigante”

O meteorologista ainda explica que a nuvem é do tipo Stratus (um tipo de nuvem baixa, cinzenta e uniforme, que se assemelha a um nevoeiro, mas que não está em contato com o solo).

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Naturalmente, a camada mais quente “se coloca em cima do ar mais frio”, dando uma certa altura à atmosfera e formando a espécie de lençol de nuvens, com uma zona extensa.

— A formação está relacionada com uma condição da atmosfera mais estratificada, mais estável, com uma condição de estabilidade. Como o ar frio é mais denso, fica mais embaixo, e o ar quente é mais leve e úmido, então fica mais acima. É um tipo de nuvem bem conhecido — diz Saad.

Esse tipo de formação costuma acontecer quando a atmosfera está bem estável, sem muito vento, para que ajude a manter o “escudo” de nuvem no lugar.

Vídeo do fenômeno foi compartilhado nas redes sociais

*Sob supervisão de Giovanna Pacheco

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