A Disney e a Universal processaram uma startup de inteligência artificial por violação de direitos autorais. O processo, homologado nesta quarta-feira (11), coloca Hollywood na batalha jurídica cada vez mais intensa sobre IA generativa. As produtoras de filmes processaram a Midjourney, uma geradora de imagens com inteligência artificial (IA) que conta com milhões de usuários registrados. As informações são do The New York Times.

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“Midjourney é o típico aproveitador de direitos autorais e um poço sem fundo de plágio”, disseram as empresas no processo, que foi aberto no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, em Los Angeles.

O processo de 110 páginas alega que a Midjourney “se aproveitou de inúmeras” obras protegidas por direitos autorais para treinar o software, que permite criar imagens que “incorporam e copiam descaradamente personagens famosos da Disney e da Universal”.

Ferramenta recria personagens com traços “realistas”

Empresas de IA como a Midjourney, fundada em 2022, treinam seus softwares com dados coletados da internet e de outros lugares, muitas vezes sem compensar os criadores. A prática resultou em ações judiciais movidas por autores, artistas, gravadoras e veículos de comunicação, entre outros.

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Um exemplo é o The New York Times, que processou a OpenAI e sua parceira, a Microsoft, por violação de direitos autorais. A OpenAI e a Microsoft negaram as acusações, alegando que suas ações se enquadram no “uso justo”.

Primeiros grandes estúdios nas ações judiciais

A Disney e a Universal são os primeiros grandes estúdios de Hollywood a entrar com ações judiciais por violação de direitos autorais. Os profissionais criativos da capital do entretenimento têm se mostrado cada vez mais frustrados com o silêncio dos estúdios sobre o assunto.

O processo da Midjourney indica que a Disney e a Universal, as duas empresas de entretenimento tradicionais mais poderosas, estão esperando o momento certo. Embora critique a Midjourney por infringir direitos de personagens famosos como Darth Vader, os Minions, as princesas de “Frozen”, Shrek e Homer Simpson, o processo soa como um aviso às empresas de IA em geral.

*Sob supervisão de Jean Laurindo

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