Uma erupção solar do tipo mais forte foi registrada pouco antes do amanhecer de domingo (9). O fenômeno ocorreu por volta das 4h no horário de Brasília, na mancha solar AR4274, que fica em uma região central na face visível do Sol.
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A explosão chegou à Terra e causou uma espécie de apagão em algumas ondas de rádio, prejudicando a comunicação em diversas localidades do planeta.
A intensidade da explosão registrada é classificada pelos astrônomos como Classe X, que representa a categoria mais poderosa na escala de radiação solar, capaz de produzir os maiores e mais longos blecautes de rádio em todo o planeta. Essa classificação, que segue uma ordem alfabética crescente (C, M e X), permite que cientistas e agências espaciais avaliem rapidamente a potencial ameaça do evento.
No entanto, o risco mais prolongado à nossa infraestrutura tecnológica não vem apenas da radiação que viaja à velocidade da luz, mas sim das Ejeções de Massa Coronal (CMEs)– nuvens gigantes de plasma e partículas magnetizadas que frequentemente acompanham essas erupções de maior porte e se movem em uma velocidade mais lenta.
O impacto das erupções solares na Terra
Quando essa nuvem de plasma atinge o campo magnético da Terra, geralmente com um atraso de um a três dias, ela deflagra uma tempestade geomagnética. É essa tempestade que representa uma ameaça sistêmica a tecnologias críticas: as oscilações no campo magnético terrestre podem induzir correntes elétricas que sobrecarregam e danificam componentes de redes de alta tensão e dutos metálicos, além de afetar satélites em órbita.
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A navegação por GPS também pode ser prejudicada, assim como a estabilidade dos sinais de satélite, o que causaria falhas graves ou até mesmo interrupção nos sistemas de comunicação de longo alcance. Diversas operadoras de TV, telefone e de internet, por exemplo, provavelmente sairiam do ar.
Tempestades solares até 2026
Este evento de Classe X é um forte lembrete de que a atividade do Sol está no período mais intenso. Atualmente, estamos nos aproximando do pico do Ciclo Solar 25, o chamado Máximo Solar, que se caracteriza pelo aumento drástico na frequência e intensidade das erupções e CMEs.
A comunidade científica, monitorando de perto a progressão desse ciclo, prevê que a Terra continuará sendo atingida por tempestades solares de intensidade variada até meados de 2026. Essa janela de alta atividade exige vigilância contínua por parte de operadores de satélites, redes de energia e comunicação, ressaltando a importância do monitoramento espacial para a preservação de nossa infraestrutura tecnológica global.






