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Escolas com danos na estrutura desafiam volta às aulas em meio à pandemia em Blumenau

Sete meses após ciclone bomba, Machado de Assis ainda espera por reparos em salas; enquanto isso, alunos têm de ir até a Furb para estudar

09/02/2021 - 08h33 - Atualizada em: 09/02/2021 - 08h34

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Goteira em sala da escola Machado de Assis. Registro feito no final do ano passado.
Goteira em sala da escola Machado de Assis. Registro feito no final do ano passado.
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Além do desafio da pandemia do coronavírus, algumas instituições de ensino municipais de Blumenau enfrentam problemas estruturais neste retorno às aulas. Na escola Machado de Assis, 12 grupos do 8º e 9º anos serão atendidos no Campus 2 da Furb, já que 10 salas estão fechadas por conta dos estragos causados pelo ciclone em junho do ano passado.

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Na manhã desta segunda-feira (8), primeiro dia das aulas na rede municipal e boa parte da particular, estudantes da Machado de Assis ouviram as orientações da diretora Solange Clebsch em frente ao pátio da instituição. Depois, pouco antes das 8h, seguiram a pé para a Furb junto com professores, atravessando a Rua São Paulo.

Estudantes precisam seguir até o campus 2 da Furb
Estudantes precisam seguir até o campus 2 da Furb
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Lonas cobrem estrutura da escola Machado de Assis
Lonas cobrem estrutura da escola Machado de Assis
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Sem as 10 salas, que tiveram parte do telhado danificada com a força do vento, a direção remanejou todas as turmas. Laboratórios e salas ambientes tiveram de ser desativados para que os anos iniciais não precisassem sair de dentro da unidade. Mesmo com as adequações, faltou espaço, o que obrigou o deslocamento dos mais velhos para a universidade.

— Quase toda a escola precisa de reparo, estamos aguardando o andamento do processo licitatório — constatou a diretora adjunta Rozimeire Maria Macedo.

Outros pontos da maior escola da rede municipal, que atende quase 1.650 estudantes, sofrem com goteiras e problemas no telhado. A situação se repete em mais unidades, ainda que de maneira menos grave. Na escola Alice Thiele, no Garcia, é a biblioteca que está fechada para os mais de 420 alunos por conta da cobertura ainda não consertada.

Biblioteca da escola Alice Thiele
Biblioteca da escola Alice Thiele
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No Centro de Educação Infantil (CEI) Osvaldo Deschamps, no bairro Glória, Grande Garcia, a história é antiga, como mostrou a reportagem da NSC TV. Forro com buracos, goteiras e rachaduras são alguns dos problemas com os quais crianças e professores precisam conviver. A nova unidade, ao lado, deveria ter sido entregue em 2017, mas até agora isso não ocorreu.   

Danos há mais de meio ano

O ciclone que passou pelo estado no dia 30 de junho gerou mais de 200 ocorrências atendidas pela Defesa Civil de Blumenau, a maioria por quedas de árvores e destelhamentos. Na Educação, 27 escolas e 35 Centros de Educação Infantil (CEIs) foram atingidos.

Em nota, a Secretaria de Educação garantiu que todas as unidades foram atendidas já no ano passado, restando apenas a escola Machado de Assis. Na semana passada, a prefeitura abriu as propostas das empresas interessadas em fazer os reparos na escola, que incluem conserto da cobertura, novos forros de PVC, rede lógica e instalações elétricas. 

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Esta é a última etapa da licitação. O orçamento previsto é de pouco mais de R$ 900 mil e a expectativa é que os serviços, quando iniciados, sejam feitos em até seis meses.

Sobre a escola Alice Thiele, a equipe de manutenção já foi ao local algumas vezes, mas o conserto definitivo depende da produção de um novo material para substituição. A secretaria não estabeleceu um prazo.  

Já o novo CEI Osvaldo Deschamps deve ser inaugurado nas próximas duas semanas, conforme o diretor administrativo da Educação, Adriano da Cunha. Ele disse que manutenções pontuais têm sido feitas no imóvel antigo enquanto a prefeitura termina a obra ao lado com recursos próprios, já que não houve o envio total da parte do governo Federal. 

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