Florianópolis sediará nos dias 21 e 22 de novembro o ESG Summit Brazil, evento que vai reunir mais de 200 líderes de todo o país. Estarão na capital de Santa Catarina importantes nomes que fazem parte do crescimento econômico sustentável, buscando analisar o panorama global e questões locais, formulando propostas e apresentando possíveis soluções para melhoria da qualidade de vida e para um mundo mais justo e sustentável.
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Essa será a primeira vez que o ESG Summit Brazil é realizado em Florianópolis. Idealizador do evento, o empresário Lucas Martins possui mais de 13 anos de mercado como CEO da WVN Brasil, escritório internacional de design e relações, com ampla referência na construção e estratégias para marcas. Ele também é diretor de ESG no LIDE Santa Catarina. Confira a seguir a entrevista com Martins.
Como surgiu a ideia de realizar o ESG Summit Brazil? E por que a escolha de Florianópolis para sediar o evento?
O Summit parte, primeiramente, por eu ser de Florianópolis e perceber que faltava uma coalizão em nosso Estado para dar voz ao tema. Entendo que Florianópolis tem tudo para ser protagonista nessa pauta, além de no último Censo divulgado pelo IBGE ter sido uma das cidades que mais cresceu em números de habitantes; ou seja, a pessoas querem morar aqui. Santa Catarina é o sexto maior PIB do Brasil, junto aos melhores indicadores de IDH, reunindo indústrias que são referência para o mundo inteiro. Ainda em nossa Capital temos algumas das maiores geradoras de energia sustentável do Brasil e do mundo, e um grande e aquecido polo de tecnologia.
Santa Catarina é um verdadeiro país, que se comporta de maneira regional. Temos ao Norte uma invejável indústria, com credibilidade e prestígio internacional. No Vale do Itajaí, um polo têxtil que se destaca para todo Brasil, com empresas referências de modelo fabril. Nossa Capital, e também boa parte do restante do litoral, com um protagonismo imenso da tecnologia e da construção civil, além de ser um dos principais destinos turísticos. Ao Sul, um ecossistema de produção mineral e derivados, além de cerâmicas. Ao Meio-Oeste pela presença do polo florestal, com empresas líderes em papel e celulose. E ainda, ao Oeste, um consolidado polo agroindustrial. Critérios e números esses que deixam claro o potencial de liderarmos essa pauta.
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Dando um passo antes, afinal, o que é a sigla ESG para quem ainda tem dúvida?
ESG é uma sigla em inglês que significa environmental, social and governance, o que corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização. O termo foi cunhado em 2004 em uma publicação do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial, surgindo de uma provocação do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, a 50 CEO’s de grandes instituições financeiras, sobre como integrar fatores sociais, ambientais e de governança no mercado de capitais. Na mesma época, a UNEP-FI lançou o relatório Freshfield, que mostrava a importância da integração de fatores ESG para avaliação financeira. Já em 2006, do PRI (Princípios do Investimento Responsável), que hoje possui mais de 3 mil signatários, com ativos sob gestão que ultrapassam USD 100 trilhões – em 2019, o PRI cresceu em torno de 20%.
O entendimento e a aplicabilidade de critérios ESG pelas empresas brasileiras é, cada vez mais, uma realidade. Atuar de acordo com padrões ESG amplia a competitividade do setor empresarial, seja no mercado interno ou no exterior. No mundo atual, no qual as empresas são acompanhadas de perto pelos seus diversos stakeholders, ESG é a indicação de solidez, custos mais baixos, melhor reputação e maior resiliência em meio às incertezas e vulnerabilidades. Movimento esse provocado pelo mercado, para que pudéssemos unir desenvolvimento aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, documento em que estão reunidos os grandes desafios e vulnerabilidades da sociedade como um todo. Com isso, apontam os principais itens a serem acompanhados de perto.
Além disso, sinalizam as grandes oportunidades ao se relacionarem diretamente com as necessidades. No Brasil, a relação dos ODS com os negócios está presente nas grandes empresas. Segundo levantamento realizado com as companhias que fazem parte do ISE, Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, 83% delas possuem processos de integração dos ODS às estratégias, metas e resultados. Historicamente, a Rio-92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada duas décadas após a primeira conferência do tipo, em Estocolmo, 1972, teve desdobramentos importantes para a ciência, a governança multilateral, o meio ambiente e a justiça social, gerando um debate de alto nível e contribuições válidas ainda hoje para o desenvolvimento e crescimento econômico no Brasil e no mundo. Foi a partir dessa Conferência que o conceito de desenvolvimento sustentável, cunhado pela Comissão Brundtland, em 1987, passou a ser amplamente conhecido: “O Desenvolvimento Sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades. (Relatório Brundtland, Nosso Futuro Comum. p. 24).”
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Como resultado da Rio-92, uma série de tratados internacionais com aplicabilidade a todos atores da sociedade foram estabelecidos: Agenda 21, Convenção do Clima e Convenção para a Biodiversidade, entre outros. A partir daí, as Conferências das Partes (COPs – Conference of the Parties, em inglês) passam a ser realizadas para dar sequência aos acordos estabelecidos e tomar as decisões necessárias para promover sua efetiva implementação. Com essa base, em diversos países o conceito de desenvolvimento sustentável passou a ser considerado em políticas públicas e a moldar estratégias e táticas, reconhecendo que a preservação ambiental, a construção de um convívio equilibrado com o planeta e a criação de práticas sustentáveis são essenciais para a vida humana e uma responsabilidade de todos.
Na virada para o século XXI, a importância do setor privado – com o peso dos grupos empresariais globalizados e transnacionais e os impactos cumulativos da sua atividade sobre o meio ambiente e a sociedade – levou à convocação das empresas para, nas palavras de Kofi Annan, prêmio Nobel da Paz e ex-secretário geral da ONU, “darem um rosto mais humano à globalização, para que o maior número possível de pessoas possam desfrutar de seus benefícios”. Esse chamado reflete e sintetiza o movimento que no mundo dos negócios ficou conhecido como CSR – Corporate Social Responsibility e, no Brasil, foi chamado de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) ou Responsabilidade Social Corporativa (RSC).
Existem diferentes explicações para a enorme popularização do termo ESG, ocorrida a partir de 2020. Para alguns, a principal causa foi a pandemia de Covid-19, que expôs fragilidades da economia globalizada e interdependente, chamando a atenção para os riscos existentes e a necessidade de melhor considerá-los na gestão dos negócios. Para outros foram as reiteradas manifestações sobre questões ESG feitas por importantes atores do empresariado e das finanças, como o manifesto da Business Roundtable sobre o propósito das empresas, assinado por 181 CEO’s de grandes corporações mundiais, e as cartas de Larry Fink, CEO da BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo. Independentemente da causa, o fato é que a sigla ESG ganhou rapidamente as manchetes, e se tornou um assunto presente nas principais agendas de negócios.
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Quais os maiores desafios que você enxerga quando se fala da pauta ESG?
Os desafios são enormes, começando por nós mesmos. Temos dificuldade em implementar essa agenda. A pauta demanda antes de tudo de um aumento significativo de consciência. Ao mesmo tempo, tenho o sentimento que — por crença de parte dos empresário e líderes — ainda é visto de uma forma não tão urgente. Porém, em boa parte já vemos o sentimento de que algo precisa ser feito. Em Santa Catarina, grande parte das empresas já possuem a preocupação, e muitas delas já veem execução diversas ações de sustentabilidade; o que falta são projetos catalisando todas ações junto ao planos de metas internacionais. Trazendo transparência, gestão e — o principal — integrando com as ações globais. E o mais importante: deixar de enxergar ESG como uma pauta exclusivamente de sustentabilidade, e sim uma pauta de mercado.
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Olhar para trás, através de indicadores e relatórios, é importante para compreendermos como chegamos até aqui; também já sabemos o que é preciso fazer, o que falta agora é mais responsabilidade, ação, liderança e engajamento. Os debates precisam ser genuínos, partindo do alto executivo, passando por uma real compreensão do tema, compreendendo que políticas e ações que deram certo no passado não são mais as ideais para o momento atual — perante uma visão macro de economia e sociedade —, e, mais do que isso, que possamos enxergar as possibilidades e oportunidades que existem em todo esse cenário.
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Voltando ainda para o ESG Summit Brazil, esse é o primeiro evento promovido por vocês?
Através do nosso escritório, a WVN Brasil, já estamos há mais de 10 anos nos relacionando e desenvolvendo eventos na vertical da sustentabilidade, cidades inteligentes, liberdade e democracia, arte e cultura, empreendedorismo, entre outros temas importantes. Fomos os realizadores em 2018 do Propósito Sustentável, evento que reuniu participantes de todo Sul do Brasil no Sebrae Lab em Florianópolis, onde foram debatidos temas como: desafios do urbanismo de Florianópolis, green buildings e certificações, empreendedorismo sustentável, tecnologias sustentáveis para saneamento entre outros. Contamos com a participação do case da Pedra Branca, pioneira em cidades criativas no Brasil e eleito um dos melhores projetos urbanísticos da América Latina, apresentado pelo seu diretor Marcelo Gomes; e também o case da Tecverde, empresa pioneira em construção industrializada off-site no Brasil, apresentada por seu então CEO, Caio Bonatto. O evento contou com diversas lideranças e teve o patrocínio da Tigre, Casas da Água e Erzinger, em correalização junto a empresa EBIO de Joinville.
Ainda em 2018, fomos uma das agências do Fórum da Liberdade, o maior debate político, econômico e social da América Latina segundo a Forbes. O evento é promovido desde 1988 pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e, em 2013, foi reconhecido pela Forbes como o maior espaço de debate político, econômico e social da América Latina. O Fórum da Liberdade proporciona debates entre grandes palestrantes e fomenta alternativas objetivas e viáveis para equacionar os problemas do Brasil e da América Latina. A qualidade e a riqueza dos temas, dos debates e dos palestrantes garantem repercussão internacional ao evento, com intensa cobertura da imprensa nacional e de outros países. Na edição de 2018, que contou com mais de 6.500 participantes na PUC de Porto Alegre, tivemos ainda um painel com os presidenciáveis da época, em um momento político turbulento no país.
Já em 2019, fomos correalizadores juntamente da Fecomércio/SC e Sebrae/SC do Knowledge Cities World Summit, no qual trouxemos para Santa Catarina um encontro global de profissionais para discutir “cidades do conhecimento”. Nesta oportunidade, reunimos alguns dos maiores especialistas do mundo em desenvolvimento de cidades. Estavam presentes nomes como Arlindo Philippi (São Paulo, Brasil), Blanca Garcia (Monterrey, México), Cathy Garner (Lancaster, Inglaterra), Eduardo Costa, Fernanda Palandi e Marcelo Gomes (Florianópolis, Brasil), Gunter Koch (Áustria), Francisco Carrillo (Monterrey, México), Marcus Foth (Brisbane, Austrália), Rodrigo González (La Laguna, Espanha), Melina Petrova (Washington DC, EUA) entre diversas outras lideranças de prestígio internacional, posicionando Florianópolis na rota dos principais eventos de cidades inteligentes do mundo. Foram três dias de conteúdo de alto nível e cobertura de mídia internacional.
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Em 2022, fomos patrocinadores do Prêmio ESG ADVB/SC, entidade que prestigia há anos as organizações catarinenses que se destacam nas questões sociais e ambientais. No último ano foram reconhecidas organizações como: Diamante Energia, General Motors, Grupo Portobello, Unisociesc, Aurora Coop, Portonave, Almeida Júnior, Fiesc, Unicred e Unisul. Além disso, somos já há dois anos parceiros oficiais da Jaguar Parade. Um movimento artístico com um grande propósito: arrecadar fundos e conscientizar as pessoas sobre a necessidade urgente de preservar a espécie da onça-pintada e seu habitat. Tudo isso através de uma exposição com dezenas de esculturas de onças customizadas por talentosos artistas e que são exibidas em espaços de grande movimentação. As obras despertam a curiosidade e reflexão do público por onde passam, alcançando milhões de pessoas de uma forma única. Movimento que já esteve em São Paulo (sendo a maior exposição de arte urbana a céu aberto da história de SP), além de Florianópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e, ainda, Nova Iorque em 2022 — obtendo grande repercussão internacional.
Depois dessa rica jornada, adentrando em diversas verticais do desenvolvimento sustentável das cidades e da sociedade, entendemos a importância de criar uma coalizão ESG multissetorial a nível Brasil, e a primeira em Santa Catarina, não iniciando hoje, mas trazendo a bagagem, credibilidade e relações construídas em todos esses anos.
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Você fala bastante de Brasil.. Por que acredita tanto no Brasil como protagonista desse movimento, dessa pauta ESG?
Porque somos a nação com maior quantidade de ferramentas necessárias para comandar e dirigir essa coalizão. Afirmo: o Brasil tem tudo para ser a maior potência verde do mundo. Como já ouvimos dezenas de vezes em nossa história, o Brasil pode ser novamente a bola da vez do crescimento econômico mundial; e agora voltado ao crescimento verde, sustentável, potencializado por todo o seu poder de biodiversidade, espaço territorial e capacidade criativa que o nosso país possui. Podemos destacar o imenso mercado de crédito de carbono, metano e hidrogênio verde, os crescentes projetos offshore no litoral brasileiro, a utilização saudável das riquezas e biodiversidades dos nossos ecossistemas como a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica, mas com um olhar diferente, despertando a criatividade necessária para o momento atual, além de tantas outras descobertas que a nossa ciência possibilita todos os anos. Estivemos na Europa nos últimos meses em contato com empresas do setor energético, e é nítido que todos os olhares estão voltados para o Brasil.
Com exponenciais transformações nos últimos anos, acompanhamos a urgente necessidade de rever o modo como criamos negócios e geramos crescimento econômico. De maneira global, vivemos o momento de escassez de recursos primários, uma forte ameaça climática, uma transição energética conturbada e novos fatores de comportamento humano, assim, gerando uma nova realidade — e novas demandas — para as marcas e negócios.
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Nessa nova realidade temos o mercado consumidor, que ganha cada vez mais consciência e tem acesso às informações da cadeia produtiva de determinado produto ou serviço, incorporando a seu processo de análise de decisão a questões socioambientais como fator fundamental em sua escolha. Essas, por sua vez, em contraponto, estampam o noticiário diariamente, alimentando percepções e ações negativas, diminuindo seu valor de marca e consequentemente o valuation da empresa. Queremos ajudar as organizações nessa transição, nossa coalizão antes de tudo, para reunir os setores de forma multissetorial, criando uma perenidade de ações visando o futuro verde que acreditamos.
De onde surge esse entusiasmo para esse movimento?
Eu sempre fui um entusiasta de negócios que impactam positivamente a sociedade. Sou catarinense e natural de Florianópolis, e pelo o nosso escritório, a WVN, tive o prazer de estar envolvido e cocriando diversos movimentos como citei aqui anteriormente. Além ainda de alguns anos de envolvimento com diversas associações e entidades como a ADVB/SC, onde já contribuo há mais de cinco anos, participei também do início do Instituto de Formação de Líderes de SC, e hoje estou também como diretor de ESG do LIDE Santa Catarina — fora outras instituições que contribuímos de forma indireta. Durante alguns anos também tivemos inclusive uma fundação social própria, promovendo ações de forma recorrente para a formação, saúde e educação de diversas crianças e jovens em situações de vulnerabilidade social em Santa Catarina.
Portanto, essa participação social sempre foi algo muito presente em mim. E como uma atualização de todos esses movimentos, lançamos o ESG Summit Brazil, que, pelo nosso olhar, através de uma coalizão bem formatada, poderemos reunir todos os organismos de nossa sociedade, e assim projetar um futuro junto ao mercado, para liderarmos esse momento complexo que vivemos. E tenho total convicção que Santa Catarina tem tudo e será um grande polo de toda pauta ESG nos próximos anos.
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Esse é um movimento pioneiro em Santa Catarina?
Vemos grandes iniciativas sendo realizadas em Santa Catarina. Acredito que a FIESC desenvolve um grande papel à frente da indústria catarinense, sob a liderança do Mario Cezar de Aguiar, que tem feito toda a diferença nos últimos anos da Federação. Todo polo e movimentos da Acate, através das empresas de Tecnologia, também desenvolve um importante papel, sendo um case para todo Brasil e servindo de incubadora de diversos projetos que orgulham o mercado catarinense. Temos também a ADVB/SC, que através do premio Empresa Cidadã vem há anos premiando e reconhecendo empresas de impacto socioambiental, e o LIDE SC, que através da sua atuação junto a grandes lideranças tem desenvolvido diversas iniciativas, ampliando cada vez mais a pauta da sustentabilidade dentro das empresas, sob o comando do presidente Delton Batista.
Mas sentíamos a necessidade de um evento que criasse essa ligação de diferentes setores, onde reuníssemos todas essas iniciativas e verticais, em prol de um projeto integrado de futuro, e, mais particularmente nesta edição, um projeto de futuro sustentável e regenerador para Santa Catarina. O Estado tem tudo para ser líder nessa pauta.
O que vocês esperam com a realização do evento?
Nossa expectativa é que possamos trazer para as lideranças de Santa Catarina a importância da urgência sobre o tema; importância esta de caráter global, mas também regional. Trazer todas as oportunidades de negócios e de mercado que esse momento também traz. Reforço: ESG não é uma pauta de sustentabilidade, é uma pauta de mercado. E mais do que isso: convocar as empresas que genuinamente se importam com o tema a nos apoiar, afinal, se essas empresas que possuem cases, que implementam ESG em sua gestão e que sabem da importância da pauta não movimentarem a cadeia de parceiros, fornecedores e o mercado, quem o fará? E que esse evento possa ser um marco para o diálogo entre todos os setores produtivos do nosso Estado, a participação ativa do governo de SC e dos órgãos públicos; que possamos criar uma perenidade sobre a pauta para os meses seguintes, saindo do discurso, do papel, para de fato criar ações com essas coalizões. Vemos muitos eventos falando de futuro, como futuro do urbanismo, futuro do varejo, futuro da tecnologia, futuro da inovação, futuro da indústria… o ESG Summit Brazil quer falar do presente. Afinal, só teremos futuro se tivermos presente.
Como as empresas e as pessoas interessadas na pauta podem participar?
Nesse primeiro momento, estamos convocando as empresas que queiram fazer parte dessa coalizão, empresas protagonistas em suas áreas, para as quais temos cotas e diferentes formatos de participação. Nossas principais formas de contato, são: esgsummitbrazil.com ou diretamente pelo e-mail: contato@esgsummitbrazil.com.
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