Para quem sempre teve curiosidade, uma “espiadinha” na casa de máquinas do Barco Príncipe III revelou que a tecnologia da multinacional WEG é a responsável pela navegação entre Joinville e São Francisco do Sul, no Litoral Norte catarinense. O vídeo foi publicado na última sexta-feira (19).
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Charlli Bardini, um dos administradores da embarcação, foi o responsável por mostrar que por trás de cada navegação pela Baía da Babitonga, existe uma estrutura robusta trabalhando sem parar.
Veja fotos da casa de máquinas do Barco Príncipe
Curiosidades sobre os motores que ficam escondidos
Com tecnologia WEG, a casa de máquinas do Barco Príncipe III abriga motores potentes, geradores e sistemas hidráulicos que garantem a força e a segurança de cada manobra. “É o coração do barco, monitorado de perto por técnicos prontos para manter tudo funcionando perfeitamente enquanto você relaxa no deck”, afirma a publicação.
Para gerar eletricidade para o barco todo, inclusive para carregar o celular dos visitantes, dois motores auxiliares são responsáveis pelo trabalho, cada um são 160 cavalos de potência.
— Um outro detalhe muito importante é que toda essa tecnologia que carrega o barco é uma tecnologia WEG, feita aqui em Jaraguá do Sul, na nossa vizinha. Então é muito legal, é uma empresa muito conceituada que você já deve ter ouvido falar — destacou Charlli.
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Além disso, o administrador explica que o funcionamento dos demais motores é movido a óleo diesel. Outro detalhe é que essas máquinas são refrigeradas com água doce, enquanto o cano de escape é refrigerado com água salgada.
— Então, a gente pega a água do mar, passa por dentro de um cano, refrigera e sai novamente. Isso, claro, não acontece nos nossos motores normais dos nossos carros, se não iria corroer tudo e iria estragar os nossos motores, mas aqui no barco esse é o processo que é feito — finaliza.
Assista ao vídeo completo do tour
Qual é o roteiro do passeio entre Joinville e São Francisco do Sul
A navegação começa pela baía da Babitonga, passando por entre 14 ilhas, área do porto e centro histórico de São Francisco do Sul. Em seguida, retorno a Joinville com almoço servido a bordo.
O desembarque em São Francisco do Sul, no trapiche, ocorre exclusivamente quando possível e com condições normais de segurança. Havendo alguma situação climática ou inviabilidade técnica para o desembarque, os passageiros permanecem a bordo com almoço servido e música ao vivo, retornando o passeio de volta dentro da programação.
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Passeio na baía da Babitonga começou com barco pesqueiro
Falecido em maio de 2025, vítima de câncer, o empresário Celso Luiz Brittes foi o responsável por abrir as portas do turismo no bairro Espinheiros. Ele era proprietário e comandante do Barco Príncipe I.
Ao NSC Total, Fabiana Brittes Piana, a filha caçula do empresário, contou na época que o sonho do pai era ter um barco, paixão que foi desenvolvida na infância, já que Celso teve contato com barcos de pesca quando era criança, através de familiares.
— Ele sempre foi apaixonado pelo mar e por barcos, praticamente se criou no mar — revela Fabiana.
A paixão levou o empresário a transformar um pequeno barco pesqueiro em um belo passeio pela Baía da Babitonga. Em 1988, o Barco Príncipe de Joinville I foi construído e adaptado para o turismo, com capacidade para até 60 pessoas.
— Foi incrível a visão de empreender dele, olhar para a Baía da Babitonga e enxergar que tinha uma oportunidade para explorar as belezas em um passeio de turismo — disse a filha.
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Dois anos depois, o empresário adquiriu o Barco Príncipe de Joinville II, uma embarcação tipo escuna, com capacidade para 30 pessoas, que operava principalmente no verão, por conta da alta demanda.
As duas embarcações funcionaram até 1998, quando Celso inaugurou o Barco Príncipe de Joinville III. Com capacidade para 417 pessoas, o barco tipo iate tem capacidade para operar em quaisquer condições climáticas e horários, e é a embarcação que opera até os dias atuais como atração turística, com navegação pela Baía da Babitonga, por entre ilhas do arquipélago.
Ainda no Espinheiros, o empresário abriu o restaurante Lagoa Pescados y Mariscos, que serve uma variedade de frutos do mar.
— Ele foi muito feliz com o Príncipe III e gostaria de ter feito o Príncipe IV. O pai abriu portas para o turismo e explorou a atividade no Espinheiros. Depois dele, diversos outros restaurantes foram abrindo e hoje é conhecido como um local turístico de Joinville — lembra Fabiana.
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*Sob supervisão de Leandro Ferreira







