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Esposa de Eduardo Bolsonaro chama movimento antivacina de “coisa de retardado”

Ela falou sobre o assunto em seu perfil no Instagram após ser questionada por uma seguidora

24/11/2020 - 17h53

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Folhapress
Por Folhapress
Heloisa Bolsonaro falou sobre o assunto em seu perfil no Instagram
Heloisa Bolsonaro falou sobre o assunto em seu perfil no Instagram
(Foto: )

O movimento antivacina tem uma opositora ferrenha na família Bolsonaro. Esposa do deputado Eduardo Bolsonaro e mãe de sua primeira filha, a psicóloga Heloisa Bolsonaro chamou de "coisa de retardado" grupos que se opõem à imunização.

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O passa-fora foi dado após ela ser provocada em seu Instagram, por uma seguidora, sobre sua filha tomar ou não vacina e o que ela acha desse movimento que em 2019 foi incluído pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma das ameaças globais à saúde.

Pergunta: "Oi Geórgia toma/tomou vacinas? O que vc acha do movimento antivacina?".

Resposta: "Geórgia toma e tomará todas vacinas para cada fase. Não sabia que existia um movimento antivacina, mas agora sabendo, só pode ser coisa de retardado. Depois quando o filho tiver uma doença, quero ver ele agradecer aos pais por terem poupado ele da dor do 'pic'. Pqp né?! Por essas e outras a gente vê a volta de doenças antes erradicadas".

A história dos antivaxxers, como são chamados os que repelem a vacinação, se insere nas guerras culturais que polarizam direita e esquerda mundo afora. Um importante aliado do presidente Jair Bolsonaro, o sogro de Heloisa, já sinalizou simpatia ao movimento.

O escritor Olavo de Carvalho reproduziu em 2016 uma fala que atribuiu ao médico homeopata Carlos Armando de Moura Ribeiro. Ele, segundo Olavo, "dizia explicitamente: 'Vacinas matam ou endoidam. Nunca dê uma a um filho seu. Se houver algum problema, venha aqui que eu resolvo'. Pois não é que o Percival teve nada menos que meningite, e o Dr. Ribeiro o curou em 24 horas?".

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Não consta que o clã Bolsonaro seja contrário à ideia dos imunizantes em si. Mas a postura presidencial na guerra política em torno das vacinas que poderão deter a pandemia anima essa franja da sociedade.

Empolgou antivaxxers, por exemplo, o dia em que Bolsonaro disse a uma mulher que se aproximou para pedir que o governo proíba uma eventual campanha contra a Covid-19: "Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina". Dias depois, publicou que vacina obrigatória "só aqui no Faísca". A legenda acompanhava uma foto ao lado do seu cachorro no Palácio do Alvorada.

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