Uma mulher e o amante dela foram condenados por matar o marido da ré em 2012. Os dois teriam matado o homem para ficarem juntos e herdarem os bens da vítima. Nesta semana, 14 anos após o crime, ambos foram condenados a 14 anos de prisão cada. Caso aconteceu em Garuva, pequena cidade de SC.
Continua depois da publicidade
Conforme a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a mulher condenada mantinha um relacionamento extraconjugal com o outro réu e, juntos, eles planejaram a morte da vítima para poderem ficar juntos e ter acesso aos seus bens.
Na época, em 2012, a vítima foi atraída sob o pretexto de celebrar o aniversário do relacionamento com a companheira. O encontro, no entanto, fazia parte do plano que culminou em uma emboscada e na morte do homem. O MPSC não informou como a morte foi executada ou as armas usadas no crime.
Continua depois da publicidade
Ao final do julgamento, ambos foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada. A Justiça determinou o cumprimento imediato da pena e negou aos condenados o direito de recorrer em liberdade. Cada um deve cumprir 14 anos de prisão.
Família fala sobre o crime que envolveu esposa e amante em SC
Para Elisandra Santiago Mahl, filha da vítima, a condenação encerra uma busca que durou anos.
— Eu pedia muito pela verdade, porque meu pai foi uma pessoa correta. Eu e meu marido sempre tivemos essa convicção de que a verdade iria aparecer” — afirmou. Segundo ela, a decisão trouxe alívio à família.
Continua depois da publicidade
Elisandra também agradeceu o acolhimento recebido do Ministério Público e destacou a atuação da Promotora de Justiça Saraah Seben Fiamoncini.
— A Promotora Saraah foi impecável. Tivemos um atendimento humanizado, que vai além da profissão. É caráter. Ela conseguiu apresentar os fatos de forma técnica, respeitosa e sem espetáculo — disse.
Continua depois da publicidade
Apesar da condenação, ela afirma que o sentimento não é de comemoração, mas que a justiça foi feita da melhor forma que poderia acontecer, declarou ainda.

