Uma denúncia anônima trouxe à tona um esquema de envio de cocaína à Europa usando “mulas” recrutadas em Santa Catarina. Três pessoas foram presas no Estado nos últimos dias durante as investigações da Polícia Civil. São um russo, um médico e um pedreiro.
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O caso começou a ser apurado em 4 de abril, quando uma denúncia feita à polícia apontou que um homem, morador de Blumenau, iria pegar um voo de Florianópolis a São Paulo levando droga no corpo. Os agentes fizeram campana em frente à casa dele por um dia inteiro.
Os policiais acompanharam a saída do médico do Vale do Itajaí com destino à Capital. O homem foi revistado no portão de embarque pelo cão farejador. Não encontraram drogas com ele, mas o levaram ao hospital, no dia 9 de abril, onde exames de imagem mostram a cocaína no ânus dele.
Veja fotos do material apreendido durante as prisões
Pedreiro era o elo entre dois envolvidos
O plano de chegar a Moscou caiu por terra e, a partir dali, a polícia conseguiu chegar ao responsável por enviar a cocaína à Europa. Seria um russo, morador de Jurerê Internacional, área nobre de Florianópolis. Em 10 de abril, ele foi preso em casa, onde havia um laboratório com 20 quilos de droga em produção.
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Mas quem teria sido o elo entre o médico e o russo? A resposta, segundo a Polícia Civil, é simples: o irmão do médico, pedreiro, foi quem o aliciou para fazer o serviço de mula. Formado em Medicina na Bolívia, o homem chegou a atuar em Nova Trento, mas acabou perdendo o emprego.
Usuário de drogas e cheio de dívidas com traficantes, teria então decidido aceitar a “missão”. A polícia diz que a “mula” recebia cerca de R$ 25 mil para levar a cocaína aos destinos indicados pelo russo. Já o responsável por recrutar a mula ganhava cerca de R$ 5 mil por ter feito a “seleção”.
Médico e pedreiro são gêmeos. O pedreiro foi preso nesta segunda-feira (14), em Blumenau, enquanto trabalhava em uma obra. Os dois moravam juntos no bairro Itoupava Norte. O alvo dos aliciamentos eram situações de vulnerabilidade social ou com dívidas, conta a Polícia Civil.
As investigações vão continuar para identificar outros envolvidos no esquema.





