A série Clark, da Netflix, reacendeu o debate sobre a Síndrome de Estocolmo. O termo refere-se a um fenômeno psicológico que intriga cientistas até hoje. No Brasil, ficou conhecido principalmente pelo episódio do sequestro de Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, em 2001.
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Na época, suspeitou-se que ela tivesse passado por isso, ao declarar publicamente que perdoava os sequestradores e demonstrava compaixão por eles. O diagnóstico foi descartado, e especialistas analisam que o perdão pode acontecer em situações traumáticas.

O assalto que deu origem ao termo
Foi na manhã de 23 de agosto de 1974 que o assaltante Jan Erik Olsson, de 32 anos, invadiu um banco na Praça Norrmalmstorg, no coração de Estocolmo, armado com uma metralhadora, atirando e fazendo com que todos se deitassem no chão.
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Olsson havia escapado da prisão, queria roubar uma quantia de dinheiro para fugir. A polícia chegou mais rápido do que ele imaginava. O assaltante, então fez três funcionários de reféns e começou a fazer exigências.
Entre elas, dinheiro, um carro e a libertação de seu companheiro de cela, Clark Olofsson, um criminoso conhecido na Suécia. Olsson ficou seis dias no banco com os reféns. Kristin Ehnmark, uma mulher de 26 anos, era uma das pessoas que o assaltante estava usando como moeda de troca.
A reação dela e a forma como se envolveu com o sequestrador foram o que fizeram surgir o estudo sobre a Síndrome de Estocolmo. A mulher chegou a chamá-lo de gentil e disse que confiava mais nele do que nas forças de segurança da Suécia.
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Como surgiu o termo Síndrome de Estocolmo
A reação de Kristin levou o psiquiatra Frank Ochberg a estudar suas atitudes durante o assalto e a criar o termo Síndrome de Estocolmo. Para Ochberg, trata-se de uma resposta psicológica em que vítimas de um sequestro criam vínculos emocionais com os sequestradores, sendo isso um mecanismo de sobrevivência.
Segundo o psiquiatra, é uma resposta do instinto humano para se adaptar em situações de extremo perigo e medo.
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