Diferente do que se pensava, o declínio não é sempre um processo gradual e lento. O cérebro perde volume físico e, ao chegar em um “patamar de desgaste” específico, a capacidade cognitiva sofre uma queda brusca.
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A perda de memória acelera subitamente quando a atrofia do tecido cerebral atinge um limite crítico, impedindo que o órgão compense pequenas falhas neurais, segundo um estudo publicado na Nature Communications.
Mas o que realmente intriga os cientistas é que a genética não é o único fator determinante para esse colapso. Existe um processo físico silencioso que pode estar acontecendo agora. Entenda os detalhes:
Por que a memória piora de repente em algumas pessoas
Um levantamento robusto, baseado em 13 mil testes de perda de memória e ressonâncias magnéticas de 3.700 adultos, identificou um cenário intrigante. A ciência observou que o cérebro sofre mudanças estruturais que aceleram o esquecimento de forma súbita, e não linear.
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O estudo reforça que esse declínio acelerado está diretamente ligado ao processo de atrofia do tecido cerebral. Enquanto o desgaste é leve, a mente consegue usar outras redes neurais para compensar. No entanto, quando o volume do órgão diminui além de um ponto específico, a “reserva” acaba e as falhas aparecem todas de uma vez.
Como a genética seria culpada pelo esquecimento
Muitos acreditam que o destino da saúde mental está escrito no DNA, mas a pesquisa trouxe um alento: a genética nem sempre determina quem terá perda de memória.
Mesmo indivíduos sem genes de risco podem enfrentar o enfraquecimento cognitivo se houver uma perda significativa de volume no tecido nervoso por outros fatores. Isso significa que o estilo de vida e a saúde física do órgão podem ser mais decisivos do que a hereditariedade em muitos casos.
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Qual a relação do hipocampo com a perda de memória
Embora o hipocampo seja a área famosa por armazenar lembranças, o estudo revelou que a vulnerabilidade é global. Diversas partes do cérebro trabalham em harmonia para as recordações do dia a dia:
- Áreas Internas: Responsáveis pelo processamento profundo e conexões.
- Áreas Superficiais: Envolvidas na percepção e recuperação rápida de dados.
- Volume Total: A diminuição da massa cinzenta como um todo tem relação direta com a piora nos testes.
Como proteger o volume cerebral e evitar a atrofia
Manter o cérebro ativo e saudável tornou-se a prioridade máxima para quem busca longevidade com qualidade de vida. Como o envelhecimento afeta cada organismo de maneira única, a ciência sugere uma visão holística.
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Para evitar que o cérebro atinja esse “ponto de ruptura” da atrofia, especialistas recomendam o estímulo constante da reserva cognitiva e o controle de fatores inflamatórios que aceleram o desgaste do tecido. Proteger a integridade de toda a estrutura neural é, hoje, a única garantia comprovada de uma mente sã por mais tempo.
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