Os Estados Unidos afirmam que realizaram ataques com bombas de penetração profunda contra instalações de mísseis iranianos nesta terça-feira (17) no Estreito de Ormuz. O intuito seria reabrir o estreito, que segue fechado desde o iníco da guerra e é vital para o transporte de petróleo para o mundo.

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“Horas atrás, as forças americanas empregaram com sucesso múltiplas munições de penetração profunda de 5.000 libras [cerca de 2.300 kg] contra posições fortificadas de mísseis iranianos ao longo da costa do Irã, perto do Estreito de Ormuz. Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nessas posições representavam um risco para a navegação internacional no estreito”, afirma o comunicado do Comando Central militar americano.

O canal de navegação é utilizado para escoar o petróleo produzido em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Iraque. Por ali, estima-se que passem pouco mais de 20% do petróleo mundial e mais de 25% do gás natural consumido no mundo.

A passagem foi fechada desde que o Irã foi atacado por EUA e Israel no dia 28 de fevereiro, o que bloqueia o trânsito de navios petroleiros e eleva o preço da commodity nos mercados internacionais. O presidente Donald Trump pediu ajuda a aliados da Europa e Ásia para reabrir o canal no último final de semana, porém as lideranças preferiram não deslocar militares até o local durante a guerra.

Depois, o republicano disse que não precisava de ninguém para reabrir a passagem. Contudo, disse que Otan está cometendo “um erro muito tolo” ao não querer ajudar os Estados Unidos a desbloquear o Estreito de Ormuz.

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Morte de Ali Larinjani

Mais cedo, as agências de notícias iranianas confirmaram a morte de Ali Larinjani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã. Considerado um dos homens mais importantes do regime iraniano, ele morreu em um ataque aéreo de Israel contra Teerã.

Ali estaria junto com o filho em um apartamento que usava como esconderijo no momento do ataque. Irã e Israel tem feito ataques aéreos um ao outro desde a madrugada desta terça.

Veja imagens do conflito

*Com informações de g1 e CNN Brasil