O ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins, foi preso na manhã desta sexta-feira (2) em Ponta Grossa, no Paraná. Ele está em prisão domiciliar desde o dia 27 de dezembro de 2025 e teve a prisão preventiva decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após supostamente ter violado uma das medidas cautelares.
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Filipe Martins foi levado para um presídio após três agentes da Polícia Federal cumprirem o mandado de prisão preventiva. De acordo com a decisão, Moraes já havia solicitado que a defesa do ex-assessor prestasse esclarecimentos sobre uma pesquisa feita na rede social LinkedIn, prática proibida pelas medidas cautelares determinadas contra Filipe.
A defesa do ex-assessor, então, afirmou que Filipe não tinha acesso e não praticou “qualquer atos em tais plataformas desde período anterior à imposição das atuais restrições cautelares, tendo cedido as credenciais de acesso para a custódia exclusiva de seus advogados logo após a decretação de sua prisão preventiva em 8 de fevereiro de 2024 por alegado (e inexistente) risco de fuga”.
“Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação
defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para “preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa” (edoc 1719). O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas,
assim como, todo o ordenamento jurídico”, diz a decisão.
Filipe Martins já estava em prisão domiciliar
Moraes determinou a prisão domiciliar do ex-assessor de Bolsonaro para evitar o risco de novas tentativas de fuga, usando como exemplo o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no governo Bolsonaro, Silvinei Vasques, e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
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Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado em setembro deste ano.
*Com informações da GZH e da GloboNews

